quarta-feira, 13 de setembro de 2023

COMO USAR O CANVA?

 

Bom dia! Hoje vamos falar sobre a ferramenta Canva.

O que é?

Lançado em 2013, Canva é uma plataforma on-line que tem como missão colocar o poder do design ao alcance de todas as pessoas.

 

Como usar?

Assim que você se cadastrar, poderá criar desde uma simples imagem, até um convite de datas comemorativas. Pode utilizar templates prontos ou começar sua arte do zero.

 

Os templates são divididos nas seguintes categorias:

● Redes Sociais

● Documentos A4

●Vídeos

● Marketing Digital

● Quadro Branco

● Educação

● Empresarial

● Cartão (retrato ou paisagem)

● Apresentações

● Eventos

● Anúncios

 

Cada arte possui o tamanho certo para cada canal e quando prontas, podem ser baixadas nos formatos: PNG, JPEG, PDF Padrão ou Impressão, SVG, Vídeo MP4, GIF.

Dá para compartilhar direto nas Redes Sociais, Google Drive, entre outros aplicativos.

Os formatos de textos, filtros, imagens, fotos, elementos, que deixa a arte profissional e organizada, estão disponíveis.

 

É gratuito e para quem quiser usar o Canva Pro, precisa pagar por mês uma taxa.

 

Canva é uma ferramenta que pode facilitar seu trabalho e que recomendo o uso.

Eu mesma uso, para fazer os posts aqui no Instagram.

* Templates: modelos


Espero que gostem


Um abraço afetuoso


Vany Haddad (Autista)

Referência:

www.canva.com



domingo, 28 de maio de 2023

Benefícios do Pilates X Autismo

 

Bom dia!!

Antes de falar sobre os benefícios do Pilates, uma pergunta: Você sabe o que é Pilates?

Pilates é um método de exercícios desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920 que visa trabalhar a conexão entre mente e corpo, como uma unidade, de modo a melhorar a consciência corporal e dessa forma promover outros benefícios.

É bom para criança?
Para a Educadora Física, Claudia Mariano, considera-se importante, pois, trabalha a lateralidade, equilíbrio e coordenação. As crianças ganham força, deixa a postura ereta e se torna um benefício para saúde física e mental.

Os benefícios que o Pilates pode proporcionar para crianças com Transtorno do Espectro Autista, são a melhora de diversos aspectos como: Educação Postural, Desenvolvimento Muscular Uniforme, Desenvolvimento da Capacidade e Qualidade Motora, Força, Resistência e Flexibilidade.

A prática é útil para encorajar a criança a interagir, transformando movimentos repetitivos em estímulo para interação, melhora da atenção, foco, autocontrole e autoconhecimento.

Pode contribuir para melhorar a qualidade de vida de pessoas com autismo, com o treino de movimentos com fluidez e precisão, que desenvolve a consciência e controle da respiração, promove sensação de ritmo, usa os exercícios para interação e sustentação da atenção e concentração, estimula a integração sensorial, melhora a postura e consciência corporal.

É necessário estar consciente para utilizar outros canais na busca da comunicação com a criança com Transtorno do Espectro Autista não somente através de forma oral, mas também por meio de outros caminhos.

Recomendo essa atividade física, pois, além de fazer bem para nossa saúde, libera dopamina (prazer e motivação) e alivia o estresse. É excelente!

Atenção! ⚠️
Respeite o ritmo da criança!

Se você gosta do meu conteúdo, comente, compartilhe e salve para ver depois.

Texto elaborado baseado nas minhas experiências e com ajuda da minha querida professora Claudia Mariano.

Dicas da Vany Sobre Como Ter Uma Refeição Agradável para as Crianças

 Bom dia!!
Hoje vamos falar sobre como ter uma refeição agradável para as crianças.

Antes faço a vocês quatro perguntas de reflexão:

1. Quanto vocês colocam a comida no prato do seu (a) filho (a)?

2. Ele (a) come bem na escola?

3. O prato é variado?

4. Será que ele (a) gosta da comida?

Independente da resposta de vocês, segue as dicas:

1. Pergunte a ele (a) o que ele (a) gosta de comer

2. Varie os pratos

3. Coloque a quantidade que seu (a) filho (a) vai comer (não exagere na comida)

4. Faça desenhos ou formas no prato, para deixar o prato colorido.

5. Evite telas nas refeições. (A beleza da refeição é estar a família reunida)

6. Converse com ele (a) sobre aquilo que ele (a) mais gosta

7. Sempre ter no mínimo 5 cores no prato.

8. Não force!

Faça desse momento agradável.

Eduque as crianças, para que te respeitem por amor e não por medo e ameaças.

Seja o exemplo na vida deles.

Um abraço afetuoso

Prof. Vany Haddad

Texto baseado em experiências de vida.


 

sábado, 24 de dezembro de 2022

Como Funciona o Cérebro Dos Bebês?

 

Boa tarde!!

Você já parou para pensar como funciona?

Vamos descobrir juntos:

O cérebro de bebês e de crianças pequenas desenvolve-se rapidamente. Desde o nascimento, quando pesa 25% do peso que terá na idade adulta, o cérebro aumenta em dois anos para 75% desse peso.

No entanto, nem todas as partes do cérebro desenvolvem-se ao mesmo tempo, o que é particularmente verdadeiro para as áreas do cérebro envolvidas na memória declarativa. As células que compõem grande parte do hipocampo – uma estrutura cerebral no lobo temporal medial, necessária para a formação de memórias declarativas – são formadas no final do período pré-natal. No entanto, as células situadas no giro denteado do hipocampo.

A estrutura com regiões corticais do cérebro – aparentemente só estarão maduras por volta de 12 a 15 meses de idade. Outra área do cérebro envolvida nas funções de memória é o córtex pré-frontal. A densidade das sinapses nessa área aumenta drasticamente aos 8 meses de idade, atingindo seu máximo entre 15 e 24 meses. Mudanças continuam a ocorrer após esse período, estendendo-se pela adolescência. Assim sendo, vemos mudanças drásticas nas áreas do cérebro envolvidas com a memória ao longo dos dois primeiros anos de vida.

Bebês são capazes de criar memórias, ainda que não sejam capazes de lembrar-se delas quando adultos.

A primeira infância é um período crítico para trabalhar habilidades que serão essenciais ao desempenho escolar e à vida em sociedade. Entre elas, o autocontrole, a atenção e a capacidade de resolver problemas.

Hoje se sabe que as crianças já nascem prontas para aprender. O cérebro dos bebês recebe uma gama imensa de estimulações ainda intraútero e, a partir dessas informações, eles já desenvolvem conceitos físicos e biológicos, chegando a estabelecer relações de causa e efeito, quantidade (comprovadamente até quatro elementos) e conceitos relacionados à língua nativa. Para os bebês, a manutenção dos estímulos já apresentados intraútero, como luz e sons, deve ser mantida para o reforço e a intensificação dos registros de memórias sensoriais que já começaram a construir antes de nascer.

O cérebro dos bebês é ávido por receber estímulos ambientais e processá-los, desde que sejam respeitadas questões de ordem de apresentação, quantidade, velocidade e, principalmente, ritmo. Sabe-se, por exemplo, que os bebês têm preferência (melhor qualidade de respostas) a sons da fala humana do que a ruídos do ambiente; apresentam, desde os primeiros dias de vida, noções intuitivas de quantidade, memorizam sons, reconhecem e diferenciam acusticamente traços mínimos do idioma e demonstram preferências sensoriais por formas arredondadas e objetos simétricos e em movimento.

O cérebro do bebê desenvolve-se, assim, em resposta aos componentes genéticos (que sustentam as bases biológicas para o desenvolvimento) e ambientais. Dessa forma, durante toda a gestação e após o nascimento, o cérebro do bebê recebe e processa estímulos ambientais, ainda que reduzidos ou distorcidos. Essas informações são processadas e reforçam as sinapses que já foram estabelecidas a partir do período gestacional, uma vez que o cérebro do recém-nascido conta com uma superprodução de sinapses que serão seletivamente perdidas ao longo dos três primeiros anos, no processo chamado poda neuronal (descarte de neurônios). A experiência e a estimulação reforçam as sinapses já estabelecidas, ou seja, a aprendizagem modifica a estrutura física do cérebro, favorecendo assim a estabilização e a formação de novas sinapses.

O cérebro dos bebês recebe uma gama imensa de estimulações ainda intraútero e, a partir dessas informações, eles já desenvolvem conceitos físicos e biológicos, chegando a estabelecer relações de causa e efeito, quantidade (comprovadamente até quatro elementos) e conceitos relacionados à língua nativa.

O bebê nasce com uma estrutura cognitiva que lhe permite receber os estímulos e guardá-los na memória. Os neurônios, que são os encarregados de armazenar grande parte da aprendizagem, se desenvolvem no terceiro trimestre da gestação.

O que são Funções Executivas?

As funções executivas constituem um conjunto de habilidades que possibilitam uma reflexão atenta, isto é, deliberada e intencionada a alcançar um objetivo. Um bom funcionamento executivo permite ao indivíduo refletir antes de agir, trabalhar diferentes ideias mentalmente, solucionar desafios inesperados, pensar sob diferentes ângulos, reconsiderar opiniões e evitar distrações. Assim, essas habilidades são fundamentais para tomar decisões, viver e pensar com autonomia. Seu principal desenvolvimento ocorre de zero a seis anos de idade, período que corresponde à primeira infância, e é fortemente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências que as crianças podem ter, inclusive relacionadas aos aspectos biológico e emocional.

Para os bebês, a estimulação sensorial e a comunicação verbal constituem os elementos da vivência adequada para o desenvolvimento da memória de trabalho. Para as crianças, as habilidades relacionadas à memória de trabalho possibilitam realizar atividades que envolvam algumas etapas sem o uso de lembretes, fazer brincadeiras de diferentes tipos, formular estratégias em jogos de regras. Na aprendizagem, a memória de trabalho auxilia a vincular ideias na linguagem oral e escrita e resolver os diversos passos de um problema de matemática.

Durante a infância, o controle inibitório é relevante para as crianças esperarem sua vez de falar em uma roda de conversa, manterem a atenção durante a leitura de uma história, participarem de brincadeiras que requerem essa habilidade, como “estátua”. O desenvolvimento do controle inibitório também possibilitará que, gradualmente, as crianças se tornem capazes de controlar reações mais emotivas (como a mordida e o choro) e consigam se acalmar para expressar seus sentimentos de outra forma.

Na vida de uma criança, a flexibilidade cognitiva contribui para compreender distintas formas de jogar um jogo ou para tentar diversas estratégias na solução de conflitos com outras crianças ou adultos.

Estudos identificam as regiões do cérebro envolvidas com o processamento das funções executivas. Sistematicamente, destaca-se a importância do córtex pré-frontal, área cortical localizada na região anterior do cérebro.

O desenvolvimento dessas regiões pré-frontais favorece a aquisição das habilidades relacionadas às funções executivas. Na primeira infância, os circuitos das regiões pré-frontais são modificados, esculpidos, consolidados em função das experiências da criança, notadamente aquelas que envolvem interações sociais. Nas fases seguintes da vida, esses circuitos continuam a amadurecer até o início da idade adulta. Todavia, a formação ocorrida na primeira infância é determinante de todo o desenvolvimento posterior.

Ressalta-se que o cérebro não está pronto assim que a criança nasce. Ao contrário, sua formação ao longo do crescimento do indivíduo pode ser comparada à construção de uma casa. A base fundamental do desenvolvimento do cérebro, que seria análogo à construção do chão e das paredes de uma casa, ocorre nos primeiros anos de vida e depende essencialmente das experiências vivenciadas. Essa primeira etapa é fundamental para todo o desenvolvimento posterior.

As funções executivas se desenvolvem progressivamente ao longo da vida e, após um período de maturidade na fase adulta, sofrem um declínio com o avanço da idade. No entanto, a trajetória da evolução dessas habilidades ao longo do tempo não depende apenas da integridade do córtex pré-frontal. Os estímulos que o cérebro recebe são essenciais para a formação dessas habilidades. São importantes para o desenvolvimento das funções executivas, tanto as heranças genéticas como os fatores ambientais e a sensibilidade da criança frente aos estímulos.

O desenvolvimento das funções executivas, ocorrido na primeira infância, será fundamental para a formação de habilidades em fases posteriores da vida.

Desde as pesquisas originais do cientista suíço Jean Piaget, experimentos feitos com bebês têm o objetivo de compreender as habilidades que surgem nesta etapa da vida.

As capacidades mais simples de funcionamento executivo, descritas a seguir, foram observadas em bebês em pesquisas experimentais. Relacionada à habilidade de memória, há a capacidade de bebês, entre sete e nove meses, buscarem objetos que foram visualizados e, posteriormente, escondidos. Também entre nove e dez meses o bebê poderá realizar planos simples com uma finalidade específica. Assim, por exemplo, ao ver um brinquedo ser escondido sob um pano, o bebê poderá se deslocar até o pano, removê-lo e apanhar o brinquedo. Quanto ao controle inibitório e à capacidade de manter a atenção, também há sinais de precursores dessas habilidades em bebês. A partir de seis meses, bebês podem aprender a não tocar em algo. Entre oito e dez meses, inicia-se a capacidade de manter a atenção apesar de distrações. Bebês, a partir de nove ou 11 meses, podem inibir a tentativa de alcançar objetos que estejam fora do alcance (por exemplo, um brinquedo atrás de uma porta de vidro). Também uma forma mais simples da habilidade de flexibilidade cognitiva aparece em bebês. Entre nove e 11 meses, bebês desenvolvem a capacidade de buscar métodos alternativos para pegar objetos que não estão sob o alcance direto das mãos.

A primeira infância constitui um momento fundamental para o desenvolvimento do ser humano, uma vez que nessa etapa da vida são moldadas diversas habilidades, entre as quais destacam-se as relacionadas ao funcionamento executivo. Necessárias para a tomada de decisões e o domínio sobre o comportamento, as funções executivas devem ser desenvolvidas desde a primeira infância para que o indivíduo possa ter o controle da própria vida posteriormente e assumir responsabilidades. As habilidades que compõem as funções executivas são essenciais para o controle consciente e deliberado sobre ações, pensamentos e emoções. Tais capacidades possibilitam ao indivíduo gerenciar seu comportamento e suas ideias de forma autônoma e independente.

As funções executivas, tal como o próprio cérebro, devem ser cuidadas e aprimoradas ao longo da vida.

Espero que tenha gostado


Um abraço afetuoso

Profª Vany Haddad (Autista)

Referências:

ASSUNÇÃO.J (2022)

BRYSON. T; SIEGEL. D. O Cérebro da Criança: 12 Estratégias Revolucionárias Para Nutrir a Mente em Desenvolvimento do Seu Filho - 1ªED. (2015) 


domingo, 18 de dezembro de 2022

Sentar Em W É Ou Não Indicado Para As Crianças?

 


Boa tarde! Hoje vamos descobrir se sentar em W é ou não indicado para as crianças.

Antes de responder essa pergunta, é importante esclarecer o que é sentar em W

O sentar em W refere-se à postura na qual a criança, quando sentada ao chão, posiciona as pernas em forma de W. Esse sentar é uma das posturas que as crianças assumem ao brincar.

Para a Fisioterapeuta Vivian Vargas, essa posição não é indicada para as crianças ficarem por muito tempo, pois, ela possibilita estabilidade, não necessitando que às crianças realizem rotações de tronco e transferências de peso no seu corpo, não fortalecendo, portanto, os grupos musculares necessários. Assim, o equilíbrio na postura sentada não é adquirido satisfatoriamente pelos estímulos não serem desafiadores.

Alterações Ortopédicas:

Quando sentada em “W”, os quadris encontram-se no limite da rotação interna, predispondo a criança a problemas ortopédicos futuros. Nesta posição anormal, o risco de luxação do quadril é preocupante. Esta posição também favorece a instalação de encurtamentos e contraturas musculares.

Então, o que fazer?

A criança deve passar por várias posições sentada durante o brincar. A alternância das posturas ajuda a criança a desenvolver os músculos do tronco e a formar as primeiras noções de equilíbrio e consciência corporal, porém quando ela assume apenas essa postura pode acarretar alterações ortopédicas, no desenvolvimento ósseo e no desenvolvimento motor.

Por isso a melhor forma de prevenir e observar a criança ao brincar e se a postura assumida for essa sem alteração para outras deve se reposicionar as pernas da criança a frente, mas comunicando a de que esta posição não e correta para ajudar criar uma consciência corporal. 

Modificar as Posturas Sentadas, aprimora o Controle Muscular

Por isso que quando a criança brinca modificando suas posturas sentadas ela aprimora o controle muscular, são capazes de realizar rotações de tronco, inclinações, transferências de peso laterais, reações de proteção e trabalham também a dissociação de cinturas.

Para escrever, utilizar talheres, ou qualquer outra atividade que exija controle distal, é preciso que o tronco seja estável e ofereça boa sustentação aos músculos que vão movimentar o braço.

Assim, se uma criança varia suas posturas sentadas e desenvolve o controle postural de tronco, então esta boa estabilidade proximal irá oferecer um melhor controle dos membros superiores permitindo que elas manipulem livremente os brinquedos e desenvolvam suas habilidades manuais.

 

Perfil do Instagram usado como referência:

@fisiovivianvargas

terça-feira, 18 de outubro de 2022

A ARTE E A DISLEXIA: QUAIS OS BENEFÍCIOS?

 Boa noite!

Hoje vamos falar sobre a arte e a Dislexia: Quais os benefícios?

Vamos relembrar o que é Dislexia?

A ABD (Associação Brasileira de Dislexia): define a Dislexia como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica. Ao contrário do que muitos pensam a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição socioeconômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Segundo a ABD/2007, a mais utilizada é a de 1994 da Intenational Dyslexia Association (IDA): Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. Um distúrbio específico da linguagem, de origem constitucional, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico. Estas dificuldades de decodificar palavras simples não são esperadas em relação a idade. Apesar de submetida a instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sociocultural e não possuir distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A Dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as diferentes formas de linguagem, frequentemente incluídas problemas de leitura, em aquisição e capacidade de escrever e soletrar.

A Arte e os benefícios:

A arte está ligada à conexão, ela consegue unir o racional ao emocional, proporcionando um entendimento maior sobre os sentimentos e emoções. O envolvimento com a arte através da música, dança, pintura, teatro e entre outras, são formas de estimular a criança a ter novas percepções de mundo. Para as pessoas com dislexia, isso pode ser ainda mais especial, pois ajuda a desenvolver inúmeras habilidades, sendo um incentivo para que saibam identificar e expressar suas emoções.


  • Ø  Fortalece as conexões com o mundo
  • Ø  Amplia a perspectiva
  • Ø  Cria novas expectativas
  • Ø  Levanta a autoestima da criança

A arte auxilia no desenvolvimento humano e pode auxiliar na recuperação dele, na medida que realiza atividades, lhe proporciona uma grande satisfação e elevar a autoestima, além de reconhecer e valorizar, essas atividades são pontos fundamentais nesse processo.

 

A atividade artística é um dos modos que a pessoa tem de se expressar. Na Educação Inclusiva, esta poderá ser desenho, pintura, colagem, modelagem, bem como a música, o teatro, a dança e a leitura. A criação e recriação entre temas, traços, cores, ritmos e composições que compõe trabalhos como o desenho, por exemplo, não era favorecido esse tipo de atividade.

“Segundo a Associação Brasileira de Arteterapia, é um modo de trabalhar utilizando a linguagem artística como base da comunicação cliente-profissional. Sua essência é a criação estética e a elaboração artística em prol da saúde mental. Em Arte terapia o próprio artista/paciente/cliente é quem faz a interpretação de suas criações. Cabendo ao arte terapeuta apenas instigar esta investigação. Diferente das terapias tradicionais, que consiste principalmente das projeções que ocorrem entre terapeuta e paciente, em arte terapia existe uma relação triangular: o arte terapeuta, o paciente, e a arte (criada em terapia).

Com a Lei n. 9394/96, sob (art. 26,2) (Brasil, 1996), revogam-se as disposições anteriores e a Arte é considerada obrigatória na educação básica: O ensino da Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis de educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. A arte na escola vem remover barreiras a aprendizagem, junto com as pessoas com necessidades especiais, pois a arte funciona como forma de redescoberta pelos professores e alunos.

 

Segundo os PCNs - Arte (Brasil, 1993, p. 15), A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico, que em um modo particular de dar sentido às experiências das pessoas: por meio dele, o aluno amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação de aprender, pois a arte envolve basicamente, fazer trabalhos artísticos e refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas culturas e épocas. Para tanto, a escola deve saber aproveitar a diversidade de recursos humanos e materiais disponíveis na comunidade que ela esteja inserida, a fim de que o aluno ao longo da escolaridade tenha a oportunidade de vivenciar o menor número de formas de arte.

No filme Como Estrelas Na Terra, o professor de Arte sempre associa as letras a alguma imagem e assim o aluno consegue enfim fazer leitura de frases e palavras. É necessário num primeiro momento que o professor perceba o aluno disléxico e então saber que outras formas de leituras fazem parte do seu processo de aprendizagem, aproximando assim o aluno da escola, sentir-se inserido e capaz, construindo-se assim como sujeito participante da sociedade em que vive.

As crianças disléxicas não possuem apenas dificuldades, pelo contrário, algumas possuem um bom desenvolvimento em diferentes áreas.

Facilidade para construir, ou consertar as coisas quebradas.

  • Ser um ótimo amigo.
  •  Ter ideias criativas e achar soluções originais para os problemas.
  •  Desenhar e/ou pintar muito bem.
  •  Ter ótimo desempenho no esporte.
  •  Ter ótimo desempenho na música.
  •  Demonstrar grande afinidade com a matemática.
  •  Revelar-se bom contador de histórias.

Um professor pode elevar a autoestima de um aluno ao interessar-se por ele como pessoa. Isso significa proporcionar um ambiente acolhedor na classe, aceitando realmente a criança como ela é, e enfatizando cada sucesso que ela consiga.

 

É importante que o professor, a comunidade escolar e a família tratem o disléxico com naturalidade, acolhimento e respeito. Toda criança tem direito a aprender.

 

Espero que eu tenha ajudado vocês!


Um abraço afetuoso


Profª Vany Haddad (Autista)



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS, ARTES. Disponível em: Acesso em: 10 de nov. 2018.

BARBOSA, Ana Mãe. Arte – Educação no Brasil: Realidade hoje e expectativas futuras. Outubro de 2012 DESENHO: Pele, toque e desejo. Disponível em: Acesso em 15 de abril de 2019 Escolarização exclusiva: o autismo e arte Acesso em: 13 de maio de 2019 FERREIRA, Aurora. Arte, escola e inclusão: atividades artísticas para trabalhar com diferentes grupos. 2.ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. Mello, de, S. Ross, Ana Maria. Autismo: Guia Prático. 7ªEdição.

A IMPORTANCIA DA ARTE. Disponível em: < https://arteparaincluir.com.br/> Acesso em 20 de março de 2019 AMOEDO, Henrique. Dança inclusiva em contexto artístico. 2002 Disponível em: Acesso em 21 de março de 2019.

Associação Brasileira de Dislexia. Dislexia. Disponível em. Acesso em 18 de out. 2022 

HADDAD, Vany (2022)

KHAN, Aamir. Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial (2h 42min. 06s). Disponível em: https://www.netflix.com/watch/70087087 . Acesso em: 18 de out. 2022

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Dia das Crianças: Como Surgiu e Dicas da Vany

 Boa noite!! Hoje iremos falar sobre o Dia das Crianças.

O Dia das Crianças é uma data comemorativa celebrada em homenagem a elas, cujo dia efetivo varia de acordo com o país. No Brasil é celebrado em 12 de outubro.

ONU reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, por ser a data em que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

Tudo começou em 1923, durante o 3º Congresso Sul-americano da Criança, quando o deputado federal Galdino do Valle Filho idealizou a criação de um dia nacional dedicado aos pequenos. Dessa forma, por meio do decreto n.º 4.867, de 5 de novembro de 1924, o presidente Artur Bernardes oficializou o dia 12 de outubro como o Dia das Crianças. 

A escolha da data foi muito interessante, já que coincide com o dia em que Cristóvão Colombo descobriu as Américas. Além disso, o Dia das Crianças é feriado nacional graças a uma coincidência: ser comemorado junto ao dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a criança tem direito a uma educação de qualidade, amor, respeito, segurança, brincar e interagir com o mundo ao seu redor.

A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação.

O Art. 3º da LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990., afirma que a criança e  adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se - lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

 Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.

 Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;

II - Opinião e expressão;

III - Crença e culto religioso;

IV - Brincar, praticar esportes e divertir-se;

V - Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação.

 

Presença é melhor do que presente!

Para Leo Fraiman, participar da educação, da vida do filho, poder conhecê-lo faz parte da formação do caráter do indivíduo que percorre pela vida inteira. Brincar com as crianças é fundamental, elas merecem!

O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança. Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções.

Segundo Içami Tiba, conforme crescem, as crianças continuam a esperar que os pais demonstrem seu amor por elas. Passam a compreender melhor esse amor através das atitudes vivenciadas em casa, através dos gestos do cuidado e do carinho. Aceitá-las integralmente é a nascente de onde fluiu o amor.


Dessa forma, os pais colaboram para a formação e desenvolvimento físico, psíquico, moral e ético dos filhos, cabendo a eles passarem noções de afeto e segurança, formação de caráter e da personalidade.

 

Para as crianças é melhor ter a presença dos pais ou cuidadores, do que um celular em suas mãos!

Brincar livre, possibilita também a criatividade! Soltem a imaginação e divirtam-se.

 

Espero que tenham gostado

Um abraço

Profª Vany Haddad (Autista)

 

Referências Bibliográficas

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_universal_direitos_crianca.pdf

FRAIMAN, Leo A Síndrome do Imperador - Pais Empoderados Educam Melhor. São Paulo/SP - FTD, 2019

TIBA, Içami. Quem Ama Educa!: Formando Cidadãos Éticos. Ed. Integrare, 2007