sexta-feira, 6 de maio de 2022

TOD: Transtorno Opositivo Desafiador

 Bom dia!!

Hoje vamos falar sobre o TOD: Transtorno Opositivo Desafiador

Segundo o DSM – V, a característica essencial do TOD é um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, padrão este que persiste por pelo menos seis meses e se caracteriza pela ocorrência de pelo menos quatro dos seguintes comportamentos: perder a paciência; discutir com adultos; desafiar ativamente ou recusar-se a obedecer a solicitações/ regras dos adultos; deliberadamente fazer coisas que aborrecem outras pessoas; responsabilizar outras pessoas por seus próprios erros ou mau comportamento; ser suscetível ou facilmente aborrecido pelos outros; mostrar-se enraivecido e ressentido ou ser rancoroso e vingativo.

O Transtorno Opositivo Desafiador é caracterizado por padrões persistentes de comportamento negativista, desobediente e hostil para com figuras de autoridade e por incapacidade de assumir responsabilidade por erros, colocando a culpa nos outros


A Criança com T.O.D tem dificuldades em assumir seus erros! O senso de injustiça predomina e sempre aponta "o outro" como o motivo de seu comportamento incontrolável!

O TOD pode ser caracterizado como uma condição na qual a criança adota uma postura de teimosia frequente, além de hostilidade e lado desafiador (como o nome já mostra). Interessante ressaltar que não existe na literatura médica algo que mostre sua causa, mas sabe-se que o ambiente a qual o pequeno está inserido pode ser crucial para influenciá-lo.
É válido dizer que a maioria das pessoas costuma pensar no fato de a criança já nascer com os sintomas do TOD. O que muitas famílias não sabem ainda é que aspectos neurobiológicos podem causar o transtorno.

Uma dica é saber que os comportamentos identificados no TOD não devem ser considerados normais, ou seja, se a criança manifesta um, dois ou mais características dos aspectos citados anteriormente (desobediência, irritabilidade e agressões gratuitas). É preciso investigar, mas, para isso, somente profissionais são capazes de certificar a existência do transtorno opositivo desafiador.

 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela American Psychiatric Association, lista os critérios para o diagnóstico de TDO. Os critérios do DSM-5 incluem questões emocionais e comportamentais que duram pelo menos seis meses.

Humor zangado e irritável:

  • Frequentemente e facilmente perde a paciência
  • É frequentemente sensível e facilmente incomodado pelos outros
  • Muitas vezes fica com raiva e ressentido

Comportamento argumentativo e desafiador:

  • Discute com adultos ou pessoas em posição de autoridade
  • Desafia ativamente ou se recusa a obedecer às solicitações ou regras dos adultos
  • Irrita ou perturba deliberadamente as pessoas
  • Culpa os outros por seus erros ou mau comportamento

Vingança:

  • Muitas vezes é rancoroso ou vingativo
  • Demonstrou comportamento rancoroso ou vingativo pelo menos duas vezes nos últimos seis meses

TOD pode variar em gravidade:

  • Suave. As características ocorrem apenas em um ambiente, como apenas em casa, escola, trabalho ou com colegas.
  • Moderado. Algumas características ocorrem em pelo menos duas configurações.
  • Forte. Algumas características ocorrem em três ou mais configurações.

Para algumas crianças, as características podem ser vistas inicialmente apenas em casa, mas com o tempo estendem-se a outros ambientes, como escola e amigos.

É necessário entender que a criança não é ruim, com más intenções.

Ela apenas não sabe lidar com o “não”, regras e contrariedades.

Assim como existem crianças que já nascem prontas para lidar com frustrações, também existem crianças que nascem com dificuldades de entenderem regras e rotinas e precisam de apoio e suporte de seus pais e cuidadores.

 

O TOD na escola

Na escola, conhecer sobre o TOD poderá auxiliar a equipe docente e os professores em sala de aula, visto que o TOD, geralmente associado a outros transtornos, contribui para o baixo rendimento escolar, desinteresse, desatenção, desmotivação, rebeldia, agressividade, entre outros fatores.

O desconhecimento sobre o TOD por parte das famílias e dos profissionais da educação pode fazer com que o indivíduo seja visto como não tendo limites, como uma pessoa hiperativa, desobediente, irritante etc. Contudo, ao se conhecer e adequadamente se tratar, o TOD poderá ter seus efeitos reduzidos e fazer com que o indivíduo – criança ou adolescente - leve uma vida mais controlada, com melhor qualidade, mais feliz e sentindo-se em igualdade com demais colegas de turma.

A identificação do TOD não é fácil, visto que o indivíduo tende a não desafiar pessoas desconhecidas, que venham examiná-lo. Ele é inteligente e perspicaz e não quer receber um rótulo, que sabe que virá, depois do diagnóstico médico.

Tal quadro leva a dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil.

Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.

 

Algumas dicas para a criança com TOD:

Algumas dicas:

– Nunca use de agressividade e Violência;

– Fortaleça a autoestima da criança, fazendo-a sempre se superar em boas ações;

-Tenha cuidado ao discutir algo da relação de casal perto da criança (caso more com o cônjuge);

– Em absolutamente todas as situações utilize a boa conversa;

– Trabalho em equipe com Práticas de esportes e atividades em equipe geram disciplina, assim como, cooperação e dinamismo;

– Repreender sempre, porém, com calma e sabedoria;

– Cuide-se! Você cuidador, precisa estar bem para conseguir ajudar quem tem TOD.

Depois de respirar fundo, seguem algumas orientações:

1. Incentive que o pequeno expresse os motivos de sua insatisfação;

2. Proponha uma atividade que distraia a criança;

3. Use coisas que o pequeno goste para acalmá-lo;

4. Dê um tempo;

5. Depois que a poeira baixar, sentem-se para conversar.

 

É importante olhar nos olhos do seu filho, pois o contato visual ativa regiões do cérebro relacionadas à cognição, emoção e ação e nos dá pistas de como estamos sendo recebidos.
Ao olhar nos olhos de alguém, é possível que as mesmas áreas se ativem no cérebro das duas pessoas.
Usamos esse contato para "ler a mente" do outro e tentar entender se é possível se aproximar e de que forma, gerando empatia;

O TOD. não pode impedir uma família de desfrutar momentos preciosos juntos!

Nunca duvide da capacidade das crianças!!

Espero que tenham gostado

 

Um abraço

 

Profª Vany Haddad

 

Referência Bibliográfica

APA – Apsychiatric Association. Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais – DSM – 5. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Entenda O Que É Transtorno Opositor Desafiador (TOD) Disponível em:  https://institutoneurosaber.com.br/entenda-o-que-e-o-transtorno-opositivo-desafiador-tod/ Acesso em: 06.mai.2022

domingo, 1 de maio de 2022

INDISCIPLINA ESCOLAR: O OBSTÁCULO NA HORA DE APRENDER

 Boa noite 

Hoje vamos falar sobre indisciplina escolar: o obstáculo na hora de aprender


 Briga, agressões físicas e verbais, desrespeito, desmotivação, desequilíbrio, são formas visíveis de violência e que geram a indisciplina dentro da escola e da sala de aula na qual muitas vezes atrapalha o aprendizado. Então através desse artigo iremos descobrir as causas e possíveis soluções para que haja disciplina na sala de aula. .


A indisciplina escolar  

Segundo o dicionário Aurélio (FERREIRA, 1999), a palavra indisciplina significa: falta de disciplina, desobediência, rebelião. Sendo assim, aparecem muitos desafios dentro da sala de aula e a cada dia que passa vemos que isso cresce muito.

A indisciplina é um dos problemas mais difíceis de se combater dentro da escola, sendo um importante obstáculo no processo de aprendizagem, esse tipo de comportamento pode afetar a construção das relações e prejudicar na hora de socializar. 


Causas e consequências 

As causas da indisciplina são várias, mas antes de julgar uma criança é preciso observar todo o contexto de vivência dela, para que seja possível compreender por que a mesma se comporta de tais maneiras dentro da sala de aula. 

A realidade que a escola apresenta às crianças, o ambiente familiar, os problemas psicológicos e as suas emoções e o contexto em que os mesmos são colocados na sociedade, são aspectos que podem interferir em como o aluno vai agir na da sala de aula.   

Temos a falta de interesse, os problemas em casa e a violência física ou verbal (bullying) são causas de indisciplina. 

Quanto à falta de interesse, é preciso analisar a didática que vem sendo aplicada para os alunos, se for uma didática monótona, acaba que os alunos se dispersem, fiquem entediados, barulhentos, e percam a vontade de estudar, o que acaba atrapalhando sua aprendizagem. Outra causa que pode resultar na indisciplina é a falta de estrutura familiar, entendemos que a escola não é o único lugar em que a criança está inserida, portanto precisamos observar todos os contextos em que a criança está. A participação da família é essencial em todos os momentos da vida da criança. Mas é fato que, se criança não recebe educação, atenção e amor em casa, ela será uma criança indisciplinada. Em relação à violência, o aluno que apresenta atitudes violentas contra outro aluno, além de ser indisciplinado e não aprender, vai causar problemas emocionais como o isolamento, a dificuldade de se relacionar, tristeza dificultando o possível aprendizado desse aluno também. 

Em relação às causas da indisciplina já mencionadas tirar, podemos perceber que são vivências que as crianças trazem de casa. Se as crianças têm contato com violência dentro de casa, logo irão reproduzir na escola, tornando mais difícil a tarefa de disciplinar, obedecer às regras, à comunidade escolar e exigir respeito. Vale ressaltar que isso pode interferir no aprendizado, portanto se faz necessário compreender a necessidade e ajudar esse aluno. Entendendo que se o aluno é malcriado, responde, xinga e entre outros, cabe ao professor entender o porquê está acontecendo e conversar com a família para juntos sanar esse problema.

Como toda ação tem uma consequência, a ação de indisciplina vai ter o baixo rendimento escolar, desgaste na relação aluno e professor e a dificuldade de aprendizagem. 


Soluções 

Regras, relação escola-família, preparação do professor, metodologia diversificada, sociedade são possíveis soluções para se obter a disciplina. 

O ambiente para ser preservado é preciso de regras, para então ter uma convivência boa entre todos e sem ninguém perder sua liberdade, então o melhor a se fazer é criar essas regras juntos dos alunos para eles entenderem e obedecerem. 

A relação família escola é fundamental para combater a indisciplina na escola, para que em conjunto observem os comportamentos e assim resolvendo possíveis problemas, lembrando que família também é exemplo para as crianças.

Os professores precisam estar preparados para lidar com os problemas, mostrar a diversidade durante a metodologia, inovando, criando projetos, atividades lúdicas, criando a relação aluno-professor para que haja o respeito entre todos, sem se esquecer que cada aluno tem um jeito e cada um tem um contexto social diferente. 

Enfim, percebemos que não adianta agir com autoritarismo e apenas brigar, gritar ou repreender para tentar enfrentar a indisciplina, pois esse tipo de comportamento pode piorar a situação, levando as crianças a se comportarem de maneira pior.

Um exemplo claro da aluna Fernanda da escola Duque de Caxias, na qual ela vai de paz ao vulcão em erupção, gente boa e agradável em alguns momentos, mas quando o vulcão entra em erupção, quando isso ocorre, grita, xinga, berra, faz bagunça, zoa os colegas de sala, chora etc. Pessoas como ela despertam sempre poder de intimidação e como não se sabe como reagem, alguns de seus colegas a tratam com cautela, mas sempre por meio de relações artificiais, sem uma franqueza que as vezes machuca mas educa e outros se sente mal pelas gozações e bullyings que se isolam e ficam tristes. 

O melhor jeito de lidar com ela é ter uma conversa a sós onde ela possa falar bastante e dizer o que sente, sem restrições ou plateias, sempre a olhe com firmeza e peça para explicar o porquê de suas ações, ofereça ajuda e a ajude se aceitar, faça a se redimir com quem ela ofendeu e corrigir seus erros. 


Conclusão


A indisciplina está cada dia mais presente nas escolas sejam elas públicas ou particulares, os professores estão com dificuldade de lidar com isso. Então é possível perceber que independente de tudo, a criança vai encontrar regras e disciplina e vai ter dificuldade de manter disciplina em sala de aula.

As crianças são como esponjas, elas absorvem aquilo que ouvem e veem o tempo todo. Contudo, a disciplina se conquista com amor e carinho, respeito e dedicação. Pois sabemos que a educação vem de casa, e as crianças vão para a escola, com uma bagagem de saberes, e isso precisa ser respeitado, a começar pelo professor que vai fazer essa mediação. Porém, a autoridade dentro de sala de aula, se conquista, e quando isso acontece, ela é mantida para sempre. Você professor pode fazer a diferença não importa a classe que esteja atuando.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


COUTO SILVA, Maria Jessica. A indisciplina escola. Disponível em: < https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-indisciplina-na-escola.htm>. Acesso em: 17 de abril


ROCHA CONTIN, Marcelo. Disciplina escolar: Caminho para compreensão da indisciplina. Disponível em: < https://www.webartigos.com/artigos/disciplina-escolar-caminhos-para-a-compreensao-da-indisciplina/14367/ >. 


AMABILE MANSUTTI, Maria. A complicada questão da disciplina. Disponível em:http://www.cartaeducacao.com.br/artigo/a-complicada-questao-da-disciplina/ Acesso em: 17 de abril 


ANTUNES, Celso, 1937 – Professor Bonzinho = aluno difícil: a questão da Indisciplina em Sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. Fasc.10


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Afeto Forçado

Boa noite!!
Hoje vamos falar sobre um tema polêmico, porém muito sério: o afeto forçado e quanto isso prejudica tanto a autoestima da criança a ponto de ela não ter liberdade de expressar seu afeto com as pessoas. 

Diga oi para sua tia, "Dá um abraço na vovó" ou "Deixe seu tio te dar um beijo"
Certamente você já escutou ou falou essas frases para a criança.
O problema é que são propostas comuns em qualquer visita de família. 
Porém, muitas vezes são momentos desconfortáveis já que as crianças se recusam enquanto os pais as forçam a dar carinho. Isto é conhecido como carinho forçado.
Os beijos e abraços são delas e não são obrigatórios. 
As crianças escolhem a quem e quando mostrar o seu afeto e os adultos devem respeitar. Pois o corpo e a decisão são delas.


Jamais obrigue seus filhos a darem beijos e abraços nas pessoas que eles não querem, mesmo sendo da família. Respeito é a melhor forma de conviver e as crianças merecem.
Respeite o corpo delas. 

Espero que tenham gostado 

Um abraço 

Prof. Vany Haddad 


Referência Bibliográfica:


Não Obrigue a Criança Demonstrar Carinho se Não Sente Vontade.

domingo, 3 de abril de 2022

⁣Tummy Time: Definição e Curiosidades

 Boa tarde!!

Hoje vamos falar sobre Tummy Time e as curiosidades.

O que é Tummy Time?

O Tummy Time ou “Tempo de barriga para baixo” é uma forma de atividade física recomendada para lactentes com idade inferior a 6 meses, e alguns estudos sugerem sua efetividade na aquisição dos marcos motores. Foi criado em 1970 pela Academia Americana de Pediatria.

O Tummy Time, e suas repercussões no desenvolvimento motor de lactentes, já vem sendo estudado por alguns anos, chegando a pertencer às diretrizes de saúde da criança de alguns países e às recomendações da OMS. No entanto, no Brasil, poucos estudos foram desenvolvidos. 

A Academia Americana de Pediatria (AAP) aconselha os pais a colocarem os bebês acordados e supervisionados em suas barrigas, de duas a três vezes ao dia por três a cinco minutos cada vez, aumentando sua duração conforme os bebês aprendem a gostar da posição.

É recomendada a sua prática diária, iniciando ao nascimento, de duas a três vezes, com duração de 3 a 5 minutos, e evoluindo gradativamente para o ideal mínimo de 30 minutos, até os 6 meses de idade. A superfície em que é realizado pode variar das mais estáveis, como o chão, às mais instáveis, como numa bola suíça, e interativas, como o colo do cuidador. E os estímulos ofertados durante a prática, também variam à critério dos responsáveis.

É importante falar que essa posição não é recomendada para o bebê dormir, pelo risco de morte súbita. É para você fazer com o bebê durante o dia, com ele bem espertinho.

 

Qual a importância do Tummy Time?

 

✔Ajuda a fortalecer a região do pescoço, dos braços, pernas e abdômen preparando o bebê já para o rolar, sentar, engatinhar e andar;

 

✔ Estimula a visão e audição porque ele começa a ver as coisas em volta. Se ele fica na mesma posição o tempo todo, ele vê as coisas na mesma posição;

 

✔Ajuda no equilíbrio;

 

✔Permite o bebê movimentar a cabeça para os lados e evita a plagiocefalia posicional que é quando a cabeça do bebê fica mais achatada para um lado ou para o outro.

 

 

Significado de plagiocefalia:

A plagiocefalia é um tipo de assimetria que acontece no crânio de bebês, além de uma doença congênita. Pode ser causada tanto por malformação do crânio quanto por outras síndromes ligadas a demais partes do corpo.

 

Espero que tenham gostado

 

Um abraço

 

Profª Vany

 

Referências Bibliográficas

REPERCUSSÃO DA PRÁTICA DO TUMMY TIME SOBRE OS MARCOS MOTORES DE LACTENTES. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/31441/1/RepercussaopraticaTummy_Silva_2020.pdf Acesso em: 03.abril.2022

TUMMY TIME, O TEMPO DA BARRIGA: A IMPORTÂNCIA DA POSIÇÃO PRONO EM BEBÊS PARA UM BOM DESENVOLVIMENTO MOTOR

Disponível em: https://seer.unifunec.edu.br/index.php/forum/article/view/4304/3382 Acesso em: 03.abril.2022

 

 

 


sábado, 2 de abril de 2022

A Importância da Psicomotricidade no Desenvolvimento Infantil

 

Hoje vamos falar sobre a psicomotricidade e a importância dela no desenvolvimento infantil.

 

A psicomotricidade é uma abordagem educativa, reeducativa e terapêutica, ela destaca a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade. A educação psicomotora favorece à criança uma relação consigo mesma, com o outro e com o mundo que a cerca.

É uma ciência que existe há mais de 70 anos, como a proposta de uma visão integral do ser humano nas áreas: Emocionais, Cognitivas e Motoras, tendo um olhar diferenciado nessas áreas em cada fase do desenvolvimento, quando entendemos essa questão fundamental uma chave vira e nosso olhar fica muito mais completo, nos dando segurança para entender e intervir no processo de Neurodesenvolvimento dos nossos pequenos.

Os 5 primeiros anos são uma fase de ouro, que estruturam todas as nossas funções corticais superiores, nos dão modelos de socialização, nos abrem portas que poderão ser muito bem estimuladas.

A psicomotricidade surgiu no início do século XIX, a partir do discurso médico, o corpo passou a ser estudado por neurologistas com o objetivo de compreender as estruturas cerebrais, e posteriormente, por psiquiatras para conhecer as patologias mentais.

Em 1925, Henry Wallon, médico psicólogo, ocupa-se do movimento humano dando-lhe uma categoria fundante como instrumento na construção do psiquismo. Esta diferença permite a Wallon relacionar o movimento ao afeto, à emoção, ao meio ambiente e aos hábitos do indivíduo.

O trabalho da Psicomotricidade voltado para o pleno desenvolvimento do indivíduo deve pautar-se nesta visão de que o homem não nasce humano ele humaniza-se ao longo da história, através das suas relações com o meio social.

A psicomotricidade está relacionada ao conhecimento profundo que procura adquirir entendimento do movimento humano, considerando o ser em sua totalidade é um meio que presta ajuda para um melhor no desenvolvimento. Nos estudos da psicomotricidade tem destaque na sua importância e conecta o movimento ao afeto e a emoção (FONSECA,2018)

Em síntese, o cérebro ilumina-se, ativa-se e desenvolve-se por meio dos padrões da motricidade do corpo.

A motricidade é um comportamento, ou seja, é um ato e um gesto, muito mais do que o exercício físico.

A criança desde o nascimento apresenta potencialidades para desenvolver-se, mas que ela não depende só da maturação dos processos orgânicos, senão também do intercâmbio com o outrem e que isto é da maior importância na primeira infância. Este intercâmbio tem uma influência determinante na orientação do temperamento e da personalidade e é através destas relações com as outras pessoas que o “ser” se descobre e que a personalidade se constrói pouco a pouco.

 

No recém-nascido os movimentos são reflexos musculares, que correspondem a um estímulo, mas que ajudarão: na respiração, na digestão, ao intestino e tonificarão os músculos, chamados movimentos de ginástica. Com seu crescimento e estes estímulos a criança começa a engatinhar, a ficar de pé e andar. Durante esse mesmo tempo, abre e fecha as mãos, já pega os objetos e lança-os para longe. Conhece seu próprio corpo, possui o equilíbrio necessário e seu ritmo próprio, para que tudo isso aconteça. Novas experiências, com mais independência acontecerão e sem dúvida a presença materna e o meio em que vive será de grande importância.

As fases da Psicomotricidade:

1ª Fase (0-3meses) – período em que a educação motora será essencialmente baseada na descontração.

2ª Fase (3-6meses) – período de ginástica de preparação para posição sentada.

3ª Fase (6-12meses) – período de movimento global, de aquisição da posição sentada, de preparação à posição de pé.

4ª Fase (9-15meses e além) – período de jogos, de aquisição da posição de pé, de preparação à independência. Em cada uma dessas fases pode ser encontrada grande variedade de movimentos e benefícios, cabe a cada pessoa escolher e adaptar os movimentos mais convenientes à criança e a pessoa que toma conta dela.

Olhar fixamente para os movimentos das crianças podem facilitar atividades, dinâmicas que as envolvam em diversos movimentos, propor brincadeiras que estimulem a movimentação corporal, são fatores indispensáveis para um bom resultado educacional.

O tônus muscular é a atividade primitiva e permanente do músculo; além de traduzir a vivência emocional do organismo, é o alicerce das atividades práticas

Pode ser entendido como grande tensão que tem nos músculos em todo o movimento da vida, até quando dorme. Durante o crescimento da criança existe um favorecimento do aumento da flexibilidade dos músculos, com a aquisição de movimentos cada vez mais controlados, na medida em que desaparecem os reflexos primitivos.  

O equilíbrio é o conjunto de aptidões e pode ser estático onde seu controle é essencial para a aprendizagem, para equilibrar-se sobre um pé só, ao inclinar-se verticalmente para os lados etc. ou pode ser dinâmico, na qual está em estreita relação com as funções tônico-motoras, a exemplo: quando a criança sobe e desce escadas, quando ela sabe andar de bicicleta sem rodinhas, quando anda por cima de latas ou caminha levando um copo com água na mão, quando anda na perna de pau, etc.

 

Além da parte motora, as atividades de psicomotricidade podem ajudar a criança no desenvolvimento de seu raciocínio, imaginação, criatividade, afetividade e socialização. (BRASIL, 1998).

O desenvolvimento motor serviu para expressar um aspecto do processo desenvolvimentista total e está inter-relacionado às áreas cognitivas e afetivas do comportamento humano, sendo exercida uma ascendência psicológica ou intelectual por muitos fatores. O mérito do desenvolvimento motor ideal não deve ser minimizado ou considerado como secundária em relação a outras áreas do desenvolvimento. Portanto, o processo do desenvolvimento motor revela-se basicamente por alterações no comportamento motor, do bebê e as crianças, é um envolvido no processo permanente de aprender a mover-se eficientemente, em reação ao que enfrentamos diariamente em um mundo em constante modificação.

A educação psicomotora envolve alguns elementos, sendo eles: a aquisição do esquema corporal, definindo a lateralidade, a orientação espacial, desenvolvimento da coordenação motora, equilíbrio e a flexibilidade; controle da inibição voluntária, melhorando, o nível de abstração, concentração, reconhecimento dos objetos através dos sentidos (auditivo, visual etc.), desenvolvimento socioafetivo, reforçando as atitudes de lealdade, companheirismo e solidariedade.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica. Brasília, MEC, SEB, 2010.

Psicomotricidade na Educação Infantil. Disponível em: https://institutoneurosaber.com.br/psicomotricidade-na-educacao-infantil/ Acesso em: 02. abril.2022

HISTÓRICO DA PSICOMOTRICIDADE. Disponível em: https://psicomotricidade.com.br/historico-da-psicomotricidade/ Acesso em: 02. abril.2022

A Psicomotricidade na escola: sua relevância no processo de escolaridade. Disponível em:

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_edespecial_pdp_rosiney_aparecida_travaglia_gomes.pdf   Acesso em: 02. abril.2022

FONSECA, Vitor da. Neuropsicomotricidade: ensaio sobre as relações entre corpo, motricidade, cérebro e mente. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2018

 

 


terça-feira, 29 de março de 2022

A Importância do Afeto Para o Cérebro da Criança

 Boa noite!!

Hoje vamos falar sobre Afetividade e a importância disso para o cérebro da criança.

 

 Segundo o dicionário, afetividade é conjunto de fenômenos psíquicos que são experimentados e vivenciados na forma de emoções e de sentimentos.

Com o cérebro ainda em formação, temos diversas mudanças comportamentais, emocionais, e todos os dias há novas descobertas, as experiências que vivenciamos durante os primeiros anos de vida, como os episódios de frustrações, tristezas, estresses e traumas, fazem parte da constituição do ser humano, a presença de gestos afetivos podem nos auxiliar e amenizar os impactos dessas vivências traumáticas.

As demonstrações de afeto que oferecemos as crianças em seus primeiros anos de vida, será de grande influência no seu desenvolvimento emocional, cerebral e construção de sua personalidade nos anos futuros.

 

Qual a importância do afeto para a criança?

Nosso cérebro está sempre em constante mudança e evolução, há quem diga que as relações externas e o afeto não modificam o seu funcionamento e a nossa relação com o mundo e com o outro.

Uma criança não quer gritos nem entende nada sobre repreensão. Seu filho merece ser tratado com a arte da escuta, da paciência e da grandeza do afeto. Porque as crianças não precisam ser “domadas”, precisam ser amadas. Isso faz bem para o cérebro e libera as crianças de expressarem suas emoções.

Para Grary Chapman e Ross Campbell, assim como os carros são alimentados pelo combustível armazenado nos seus tanques, nossas crianças também são alimentadas pelo combustível emocional armazenado em seus tanques. Devemos encher o tanque emocional de nossos filhos para que eles possam operar como devem e alcançar todo o potencial que são capazes.

O cuidado que devemos ter com as nossas crianças tem impacto diretamente na saúde mental delas, por isso ressalto a importância de sempre mencionar como as relações afetivas influenciam no desenvolvimento infantil

Em meus estudos sobre neurociência, a Pedagoga Joana Assunção afirma que o afeto é fundamental para o neurodesenvolvimento saudável.

As emoções, para Wallon, possuem um papel fundamental para o desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que a criança mostra seus desejos e suas vontades, enfatizando que a afetividade é um dos principais elementos para o desenvolvimento humano.

Dessa forma, pode ser dito que a afetividade é um estado psicológico que conecta vários tipos sentimentais que manifestarão os sentimentos mais profundos e complexos de um ser humano. Isto é um sentimento visível na relação entre pessoas, ligadas pelo amor e pelo medo da perda, o que acaba desencadeando outras emoções e desejos, como ciúme, ódio, inveja e saudade, entre outros.

 

Na perspectiva de Piaget, o afeto é importante para o desenvolvimento da inteligência, e sem ele não há motivação, nem desenvolvimento mental.

A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida, ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado.

 

Dica da Vany:

Separe um tempo para estar e conhecer seu filho, conversando, brincando e educando. Isso enche o tanque emocional dele e ele ficará muito feliz com sua atenção, pois você não está suprindo apenas a necessidade física dele, mas sim a emocional.

 

 

Conclusão

Cada criança tem sua forma de demonstrar afeto, é importante respeitá-las e jamais forçá-las a fazer isso.

 

A maneira que você age com a criança, reflete diretamente sobre ela.

 

Quem ama também dá limites!

 

Espero que tenham gostado

 

Um abraço

 

Vany Haddad

 

 

Referências bibliográficas

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia; Saberes necessários aprática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

ASSUNÇÃO, J (2022)

HADDAD, VANY (2022)

Afeto Na Primeira Infância Tem Impacto Benéfico No Cérebro Das Crianças. Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/afeto-na-primeira-infancia-tem-impacto-benefico-no-cerebro-das-criancas/ Acesso em: 29.mar.2022

Afeto É Importante Para O Desenvolvimento Cerebral Das Crianças. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-10/afeto-e-importante-para-o-desenvolvimento-cerebral-de-criancas Acesso em 29.mar.2022

A Importância Da Afetividade Na Educação Infantil. Disponível em: https://multivix.edu.br/wp-content/uploads/2018/12/a-importancia-da-afetividade-na-educacao-infantil.pdf Acesso em: 29.mar.2022