domingo, 25 de setembro de 2022

A Importância de Ensinar as Crianças Sobre o Trânsito

Boa noite!!

Hoje vamos falar sobre a importância de ensinar as crianças sobre o trânsito.

Em 1997 foi promulgado por meio da lei nº 9.503, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que regulamenta os direitos e deveres de todos os indivíduos no trânsito.

É importante que nossas crianças aprendam desde cedo sobre as leis do espaço coletivo urbano e rural. Aprender a importância da faixa de pedestre, as cores do semáforo entre tantos outros fatos da mobilidade urbana. Ensiná-los a bem conviver no trânsito é gerar novos cidadãos conscientes de seus direitos e deveres nas ruas.

 

O trânsito é o espaço onde acontece o movimento de pessoas, de veículos e de animais. E, que pode ser tanto em ruas quanto em estradas. É um espaço coletivo, ou seja, é um local onde as pessoas podem conviver e se comunicar. Todos têm direitos e deveres. Por isso, é necessário, que haja respeito e compreensão entre todos que participam do trânsito.

No trânsito, também existem regras e leis, que devem ser cumpridas, para que haja organização e para que tudo funcione direitinho. Quando as pessoas esquecem disso, ou seja, desrespeitam essas regras e leis, é que acontecem os acidentes. É muito importante que todos conheçam quais são as formas corretas de se comportar no trânsito, respeitando as outras pessoas que também convivem no mesmo espaço. Assim, fica fácil evitar os acidentes, preservar nossa vida e a vida das outras pessoas.

Com trânsito não dá para brincar: trânsito não é autorama nem videogame! É necessário respeito e cordialidade no trânsito. É muito importante que cada um faça sua parte, respeitando e se fazendo ser respeitado. O Brasil tem um conjunto de leis de trânsito, que foi revisto e ampliado há pouco tempo, em 1997. Todas essas leis estão reunidas num só livro, que tem o nome de “Código de Trânsito Brasileiro” ou simplesmente “CTB”.

Crianças não são motoristas, mas isso de forma alguma as exclui como personagens do trânsito. Elas são pedestres, passageiras, ciclistas, o que reforça a importância de incluí-las na pauta sobre a educação no trânsito.

A criança educada para o trânsito colabora para a proteção de si mesma e dos outros, além de se tornar um adolescente e, depois, um adulto mais cuidadoso. 

Para fazer as crianças enfrentar seus trajetos diários com segurança e com comportamentos solidários, procure passar as seguintes orientações:

A pé

·        
Ao chegar a um cruzamento e encontrar o semáforo de pedestres aberto, aguardar o fechamento e a posterior reabertura para atravessar.

·         Nunca atravessar um cruzamento na diagonal.

·         Atravessar na faixa de segurança, nunca entre os veículos.

·         Andar sobre a calçada, com cuidado nas entradas e saídas de veículos.

·         Ao descer de um ônibus, não atravessar a rua na frente dele.

·         Ao atravessar uma rua de mão única, olhar para os dois lados.

·         À noite, procurar um local iluminado para atravessar a rua.

·         Ao atravessar, escolher um local onde não haja obstáculos que impeçam o motorista e o motociclista de vê-lo.

·         Quando o adulto estiver com uma criança deve segurá-la pelo pulso.

·         Crianças devem estar sempre no banco de trás, com equipamento de segurança adequado.

 

A educação infantil relacionada às questões de trânsito, começa em casa, e quanto mais cedo ela se iniciar melhor. É importante que os pais estejam sempre atentos às situações de trânsito e apontem situações erradas e certas de motoristas, pedestres e ciclistas para as crianças. Isso as ajudará a começar a entender mais sobre o certo e o errado no trânsito.

Fora esse convívio com os pais, existem brincadeiras e ferramentas lúdicas que podem ajudam nesta educação.

 

Então, como trabalhar o trânsito?

·         Faça cartões com os diferentes tipos de veículos (carro, ônibus, bicicleta)

·         As placas de trânsito (proibido estacionar, animais na pista, lombada)

·         Ações corretas (atravessar a rua na faixa de pedestres, parar no farol vermelho).

Comece a conversar com ela sobre o assunto e fazer a sua parte.

 

Criança aprende pelo exemplo e se sente útil.

 

Formar cidadãos mais conscientes, cuidadosos e responsáveis nas pistas das capitais do país, de modo a tornar a preservação da vida uma prioridade. Além disso, uma criança bem-informada pode fazer os mais velhos recordarem aquelas regras básicas.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/tem-inicio-a-semana-nacional-do-transito-2022

Espero que tenham gostado

Um forte abraço

 

Profª Vany Haddad (Pedagoga e Autista)

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

ATIVIDADES SENSORIAIS

Bom dia!!
O que é Atividade Sensorial?
Podemos dizer que é qualquer atividade lúdica que estimule os 5 sentidos da criança e são importantes para o desenvolvimento pois oferecem estímulos que as ajudarão a criar sinapses em seu cérebro e a formular hipóteses para a interpretação do mundo. Os bebês experimentam o mundo mordendo, cheirando, apertando, observando e ouvindo tudo com seus ouvidos atentos de recém-chegados exploradores da vida.
Para Piaget a importância do movimento está no fato de levar a criança a uma assimilação que se torna elemento de uma compreensão prática e consequentemente ao entendimento de sua ação. Para Wallon a motricidade infantil é lúdica, marcada pela expressividade que supera a instrumentalidade e a atividade mental se projeta no ato motor, ou seja, a aprendizagem se dá mediante a interação da criança com o mundo exterior e com seu próprio corpo.
 
BENEFICIOS DAS ATIVIDADES SENSORIAIS
Visão, tato, audição, paladar, olfato, movimento e equilíbrio, precisam ser trabalhados para que o desenvolvimento físico, social, cognitivo e diversas outras habilidades sejam potencializadas os brinquedos sensoriais são aqueles que estimulam os sentidos da criança, desenvolvendo a criatividade, a curiosidade e a coordenação motora fina.
Estudos indicam que ao proporcionar uma variedade de estímulos sensoriais estamos ajudando a alterar a estrutura neurológica da criança. 
 Durante estas atividades o cérebro constrói novas conexões nervosas que criam caminhos para melhorar as habilidades da criança de solucionar problemas e aumentar a capacidade cognitiva do indivíduo.
 
CONSTRUINDO CONEXÕES NERVOSAS
 À medida que as crianças usam ativamente seus sentidos em conjunto uns com os outros, isso ajuda a construir sinapses.
 Quando se trata da importância do jogo sensorial, este é um fator crucial porque estabelece uma base para que os pré-escolares sejam capazes de trabalhar em tarefas mais complexas, fortalece o desenvolvimento da linguagem, melhora as habilidades de resolução de problemas e apoia o crescimento cognitivo.
 O cérebro é um músculo que precisa ser exercitado e exposto a diversas experiências para ser fortalecido e a falta de diversidade destes estímulos adia este processo.
  
FORTALECIMENTO DAS HABILIDADES MOTORAS FINAS
• As atividades de jogo sensorial geralmente envolvem tocar, derramar, beliscar, classificar e mover ações.
• Crianças usam principalmente as mãos para explorar e, ao fazê-lo, desenvolvem suas habilidades motoras finas que mais tarde serão usadas para escrever, abotoar roupas, fechar jaquetas e amarrar sapatos.
 
COMO O AMBIENTE EM QUE BEBÊS E CRIANÇAS BRINCAM PODEM ATRASAR O DESENVOLVIMENTO SENSORIAL SAUDÁVEL?
• Precisamos refletir fortemente sobre onde as brincadeiras ocorrem e quais brinquedos são usados por nossos pequenos. Houve uma mudança drástica nos espaços e objetos que são oferecidos para as crianças brincarem nos últimos tempos.
 • O foco na segurança e higiene podem ter sido os fatores que contribuíram para o aumento na dificuldade de processamento sensorial.
• A transição de ambientes e objetos com texturas naturais (madeira, grama, areia, água, barro) que ofertam diversos estímulos ao mesmo tempo (sons, cheiros, sabores, texturas), para ambientes e brinquedos planejados em excesso, todos plastificados ou almofadados, vêm causando fortes problemas para o desenvolvimento sensorial saudável.
• Além disso, a obsessão com a higiene e a falta de equilíbrio em relação a este assunto, desmotiva pais e cuidadores a permitirem a exploração, criatividade e curiosidade da criança por medo da sujeira e de que a criança fique doente ou crie maus hábitos por ser permitida a comer com as mãos.
• Evite investir somente em brinquedos de plástico, porque ele é um material que gera pouquíssimo estímulo sensorial. A textura pode mudar, mas o cheiro, os sons, tudo é limitado;
• Opte por atividades ao ar livre;
• Pondere o excesso de segurança dos ambientes onde seu filho brinca;
• Permita a sujeira - ele deve ter a felicidade de brincar com barro, comer areia, rolar na grama.
 
• Lembre-se de que sujeira é algo que pode ser solucionado com um banho, problemas sensoriais não!
 
TIPOS DE ATIVIDADES SENSORIAIS
·        Os brinquedos sensoriais também ajudam as crianças com autismo, TDAH e outros transtornos sensoriais, a relaxar, focar e acalmar-se perante um determinado cenário ou evento.
·        Eles ajudam a desenvolver habilidades de aprendizagem social, como planejamento, negociação e compartilhamento. Existem vários tipos de brinquedos sensoriais disponíveis, explorando um ou mais sentidos de forma divertida.
 
GARRAFAS
Brinquedos construídos a partir de restinhos de materiais, com o objetivo de desenvolver a concentração.
• O QUE TRABALHA? Visão, audição, tato
• QUANDO OFERECER? A partir dos 03 meses de idade
 
SALADA DE FRUTAS
• O QUE TRABALHA?
Visão, audição, paladar, tato e olfato
• QUANDO OFERECER? A partir da IA  (Introdução Alimentar que inicia ao 6 meses de idade)
 
ÁGUA
Com essa atividade a criança vai vivenciar uma experiência com as sensações de seco e de molhado, ampliar suas percepções táteis e visuais e trabalhar a oralidade.
• O QUE TRABALHA?
 Visão, audição, tato
• QUANDO OFERECER?
A partir de 06 meses.
 
ESPELHOS
A autodescoberta é uma exploração sensorial relacionada ao desenvolvimento psicológico e é essencial para que a criança se perceba enquanto individuo autônomo. Wallon ainda ressalta que não se pode esquecer de que o rico trabalho com espelhos é capaz de possibilitar a estruturação e o recorte corporal, por meio da apropriação da imagem exterior, isto é brincar com seu próprio eu.
• O QUE TRABALHA?
 Visão, propriocepção, tato
• QUANDO OFERECER?
A partir de 02 meses
 
 
AREIA
A areia, assim como a água, é uma grande aliada no processo de aprendizado das crianças. Por se tratar de um material neutro, que pode tornar qualquer tipo de forma, a areia estimula a criatividade, o desenvolvimento sensorial, a coordenação motora fina, a concentração e estimula a aprendizagem e muita diversão em grupo
·                    O QUE TRABALHA?
Visão, tato, propriocepção
·                    QUANDO OFERECER?
A partir dos 04 meses.
 
GELATINA
As crianças podem tocar, provar o sabor e brincar, possibilitando a elas o despertar de diferentes sensações como o de sentir a temperatura, a textura, o cheiro e o gosto. Para deixar a brincadeira mais natural, especialmente para os bebês, use gelatina incolor com suco de frutas ou legumes para dar cor.
·                    O QUE TRABALHA: visão, tato, paladar e olfato.
·                    QUANDO OFERECER?
A partir dos 06 meses
 
COM ARROZ
Estimula noções do corpo, sensação e percepção. A partir do movimento é também uma forma de estimular a propriocepção. Pode ser estimulado a discriminação da percepção corporal e de objetos.
 
Visão, propriocepção, tato
• QUANDO OFERECER? A partir de 12 meses
 
 
Outras opções
·         Bonecos sensoriais
·         Bichos de pelúcia
·         Livros sensoriais

Hoje vamos falar sobre Atividades Sensoriais

• O QUE TRABALHA?


Use a sua imaginação!! A brincadeira é a diversão para as crianças!!



"Para a criança, tudo é a primeira vez!" Prof.ª Márcia Garcia

Espero que tenham gostado!!

Um abraço

Profª Vany Haddad (Autista)



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
https://institutoneurosaber.com.br/atividades-sensoriais-para-criancas-com-autismo/

GARCIA, Márcia (2022)

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

TPS: TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

Boa tarde!! Hoje vamos falar sobre o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)

O Transtorno de Processamento Sensorial descreve as dificuldades que as crianças enfrentam por não serem capazes de interpretar de forma eficaz as mensagens sensoriais que recebem do seu corpo e do ambiente. Isso acontece porque algumas entradas sensoriais podem ser opressoras ou não percebidas pelo cérebro.

Imagine-se dirigindo um carro que não esteja funcionando bem. Quando você pisa no acelerador o carro às vezes dá um salto para frente e às vezes não responde. A buzina, quando acionada, soa estridente. O freio algumas vezes desacelera o carro, mas nem sempre. Os limpadores funcionam ocasionalmente, o volante é errático e o velocímetro é inexato. Você trava uma constante luta para manter o carro na estrada e fica difícil concentrar-se em qualquer outra coisa.

O cérebro precisa de uma variedade contínua de estímulos sensoriais para funcionar e se desenvolver. O processamento é muito complexo, uma vez que diferentes tipos de “inputs” sensoriais se entrelaçam por todo o cérebro.

Os neurônios são células altamente especializadas na recepção e envio de sinais eletroquímicos. Cada neurônio recebe milhares de sinais de entrada ou “inputs”. Do ponto de vista funcional os neurônios podem ser classificados em neurônios sensoriais, que recebem o “input” sensorial e conduzem o impulso para o sistema nervoso central; neurônios motores, que transmitem esses impulsos para os músculos e as glândulas, ou seja, a resposta motora ao “input”; e os interneurônios, que estabelecem ligações entre os neurônios sensoriais e os neurônios motores. 

O termo “integração sensorial” apresenta muitos usos, o que tem sido fonte de muitos equívocos. Pode referir-se à Teoria da Integração Sensorial que teoriza sobre a relação cérebro/comportamento, ou seja, sobre a relação do processamento sensorial com respostas comportamentais.

O termo diagnóstico Transtorno de Processamento Sensorial passou a ser utilizado para fazer distinção tanto da teoria quanto do modelo de intervenção e do processo neurofisiológico. Entretanto, são muitas as pesquisas que buscam validá-lo; inclusive sua inserção no próximo DSM-V chegou a ser cogitada.


A hiporeatividade, contrariamente à hiperreatividade caracteriza-se por uma resposta pobre, ou mesmo inexistente, ao input sensorial, sendo necessário mais estímulo, mais intensidade para que a informação seja processada a nível do sistema nervoso central.

Estudos mostram que as habilidades sensoriais dos autistas podem ser ineficientes. Sabe-se que os estímulos sensoriais não são registrados adequadamente e, também não são modulados de forma correta pelo cérebro, pelo Sistema Nervoso Central (SNC) da pessoa.

A pessoa com TPS pode apresentar por exemplo uma sensibilidade maior aos estímulos do ambiente ou ainda uma sensibilidade muito menor, que chamamos de hipersensibilidade e hipossensibilidade.

Quando há hipersensibilidade, a pessoa percebe os estímulos do ambiente com mais facilidade. Por isso, acham as luzes e as cores muito brilhantes, os sons ficam bem intensos, os odores se tornam muito fortes e as sensações táteis são interpretadas de modo profundo.

Já quem tem hipossensibilidade precisa de bastante excitação ou esforço para sentir o estímulo. Nesses casos, a pessoa costuma ser agitada, faz mais bagunça, tem pouca resposta à dor ou gosta de muito barulho, por exemplo.

Essas alterações sensoriais podem ser visuais, por exemplo, a pessoa tem dificuldades de diferenciar tamanhos, formatos e cores de objetos, calcula errado uma distância e tem uma noção espacial pobre o que faz com que essa pessoa caia com frequência ou esbarre muito nas coisas ao redor.

Essas alterações sensoriais também podem ser auditivas (por exemplo a pessoa não suporta ambientes com muito barulho e fica tapando os ouvidos), podem ser olfativas, vestibular (que está relacionado com a sensação de movimento principalmente da cabeça. Por exemplo se a criança é hipossensivel na questão vestibular ela normalmente vai ficar pulando, rodando e girando ao redor do corpo), também podem ser gustativas e tátil (em relação ao toque e temperatura). Então todas essas questões sensoriais podem se apresentar de diferentes formas e intensidades.

Os autistas muitas vezes sentem muitas dificuldades para lidar com as diversas sensações do ambiente.  É muito comum pessoas com autismo apresentarem essas questões sensoriais e se sentir incomodados com sons, luzes, texturas, movimentos, toques e sabores. E isso pode levar a crises.

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

KANDEL (2000)

Os Oito Sentidos: Baseado No Livro Neuropsicomotridade

 Boa tarde!! Hoje iremos falar sobre os oito sentidos:

Visão, tato, audição, olfato e paladar, são os cinco sentidos tradicionais. Esses são os primeiros que vem em nossa mente.

Os outros três sentidos são: propriocepção, equilíbrio e interocepção.

Segundo Fonseca, a propriocepção, é a percepção dos músculos e articulações do corpo. Com ela, é possível saber a posição, a localização, orientação e o movimento sem depender dos sentidos básicos. Sem precisar tocar, é possível saber, qual a posição da perna esquerda. Também consegue tocar na ponta do nariz de olhos fechados.

 

O equilíbrio é percebido pelo sistema vestibular. Com ele é possível perceber o equilíbrio e a orientação no espaço, pois, envia informações sobre movimento e posição da cabeça, relativas à gravidade.

 

A interocepção é um sentido que se refere às condições físicas e fisiológicas do corpo. Os interoreceptores são sensores que informam o que os órgãos internos estão sentindo.

 

Em um cérebro funcionando bem, esses oito sentidos se completam e é possível ter percepção do que está acontecendo dentro e fora do corpo. Em alguns casos, essa comunicação pode estar afetada, levando a comportamentos compensatórios, como ocorre no Transtorno de Processamento Sensorial (TPS).

 

Espero que tenham gostado

 

Um abraço afetuoso

 

Prof.ª Vany Haddad

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Livro: Neuropsicomotricidade - Victor da Fonseca.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O Colo - Fator Importante para o Cérebro

 Boa noite!! Hoje vamos falar sobre a importância do colo para o cérebro 

Colo vicia? Não! E eu vou te explicar porque contando um caso interessante

Em 1999 Charles Nelson, professor de Pediatria, visitou orfanatos na Romênia.

Nessas instituições as crianças eram mantidas nos berços, sem nenhum contato ou estímulo sensorial.


Havia uma pessoa para cuidar de 15 crianças. Essa pessoa era instruída para não pegar as crianças no colo, nem demonstrar afeto.

A preocupação era que os gestos de carinho levassem a criança querer mais.

As crianças que choravam não recebiam atenção até que aprendessem a não repetir essa ação. Eram privadas de cuidados emocionais e apoio.

Nelson afirma ter entrado em um quarto onde foi cercado por crianças pequenas que queriam colo, abraço e pegar em sua mão.


Apesar de parecer fofo, é uma estratégia de defesa que as crianças negligenciadas usam nesta situação, e está ligada a problemas de apego.


Avaliaram 136 crianças, com idades entre 6 meses e 3 anos que viviam nessas instituições, tinham um QI na casa dos 60 e 70, quando a média é de 100.

Mostravam sinais de subdesenvolvimento cerebral e atividade neural drasticamente reduzida.


Sem um ambiente de cuidados emocionais o cérebro não pode se desenvolver normalmente.


Qual a importância do colo para o cérebro?

Um ambiente amoroso é fundamental para o desenvolvimento de uma criança.


Não tenha medo de demonstrar amor!

Colo gera vício de amor, cuidado, segurança, respeito.

Acolha, eduque e pode dar colo, porque não mima, não vicia e não deixa a criança acostumada. Ela precisa, pois faz parte da sua sobrevivência. Com isso, você passa a segurança para ela, e ela pode confiar em você!


Espero que tenham gostado!


Um abraço afetuoso


Profª Vany Haddad (Autista)


Fontes: 

Leo Fraiman

Documentário: O Começo da Vida

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

CURIOSIDADES E NÍVES DO AUTISMO

Boa noite!!

Fiquem agora com a parte 2:

Curiosidades:
O Autismo acontece mais em meninos do que em meninas;
 Alguns Autistas são visuais, por isso é importante trabalhar com imagens;
O Autista pode aprender como qualquer outro ser humano;
O Autista pode ser alfabetizado;
A inclusão da família é base primordial e lei para a sociedade;
Pode ocorrer atraso no desenvolvimento.

Graus do Autismo:
NIVEL 1 DE SUPORTE: (Necessidade de pouco suporte)
Pode ter dificuldade para se comunicar, mas não é limitante para as interações sociais, dificuldades na organização e planejamento, impedem a independência. Pode falar muito bem e não apresentar dificuldades de aprendizagem, depende de cada criança.
NIVEL 2 DE SUPORTE: Necessitam de suporte
Apresentam menor intensidade aos déficits de comunicação e linguagem.
NIVEL 3 DE SUPORTE: Maior suporte/apoio
Apresentam um déficit grave de comunicação verbais e não verbais. Ou seja, não conseguem se comunicar com suporte acontece o isolamento social se não estimulados.

SELETIVIDADE ALIMENTAR NO AUTISMO: O QUE É E COMO LIDAR? E EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

Bom dia!!

Na parte 3, vamos entender o que é seletividade alimentar no Autismo e como lidar:

Seletividade Alimentar no Autismo: O que é e como lidar?
O termo “Seletividade Alimentar”, tem vários significados, como: recusa alimentar, repertório restrito de alimentos e ingestão frequente de um único tipo de alimento.
A seletividade alimentar é comum em crianças nos primeiros anos de vida. Inclusive em autistas, quando está relacionado à dificuldade de modulação sensorial da audição, olfato, visão, paladar e toque. Nesse caso, os padrões são regidos pela aversão a alguns fatores: textura, cor, sabor, forma, temperatura e cheiro do alimento.
Como lidar?
Em primeiro lugar, paciência. Diferente das crianças neurotípicas que se você não der o que querem ou gostam, elas irão comer o que tiver, as crianças dentro do Espectro não irão comer nada. Sendo assim, a paciência é o primeiro passo. Buscar alternativas para inserir e/ou apresentar outros alimentos para a criança, também é importante.
Atenção!!!!
Não force, porém ofereça!! Quanto mais lúdico for o prato, mais o interesse em comer aumenta. Deixa a criança tocar no alimento, pois os cinco sentidos contarão para ela como é o alimento.

Equipe Multidisciplinar:
 Psicólogo
Psicopedagogo
Pedagogo
Fisioterapeuta
Terapeuta Ocupacional
Psiquiatra