domingo, 29 de junho de 2025

QUEM SOU EU? UM POUCO DA AUTORA DAS POSTAGENS DO BLOG - (POSTAGEM ATUALIZADA)

 

Boa noite!

Hoje o texto é um pouco diferente. Dessa vez vou falar sobre mim para me conhecerem melhor.


Quem sou eu?

Sou Vany Haddad, tenho 31 anos, autista nível 1 de suporte, formada em Pedagogia.

Desde muito cedo, me interessei pela área de Informática e no ano de 2014, comecei entrar no ramo da Educação, e assim criei um Blog com o objetivo de orientar pais e professores, para passar conhecimentos e dicas práticas de acordo com a minha experiência de vida e trabalhando com crianças, algumas curiosidades de Informática.
Sou apaixonada por neurociência, música, desenrolar fios (cabos, fones de ouvidos), resolver problemas no computador e ajudar os outros.
Em 2020, criei um canal do YouTube, onde gravo vídeos, a fim de levar a mensagem de Cristo às pessoas.
Sigo sempre trabalhando.
Sou prestativa, carinhosa, brincalhona, temente a Deus!


Deus os abençoe!

Um abraço

Vany Haddad (Pedagoga Autista)

Texto baseado na minha história de vida, experiências com crianças e tecnologia

terça-feira, 22 de abril de 2025

Por que as Crianças Jogam As Coisas no Chão?

Você já parou para pensar, por que as crianças pequenas jogam as coisas no chão?

Para muitos, é birra, manipulação, teste de limites, enfim, não é nada disso!
Os bebês são os maiores cientistas do mundo.
Sabe, quando os cientistas fazem testes para ver se dá certo a pesquisa ou o que eles inventam?
Com os bebês é o mesmo, o teste deles é jogar as coisas no chão.

Eles fazem isso, para ver a causa e o efeito, se é leve, se é pesado, se faz barulho ou não, para entender tudo o que vai, volta, mesmo não vendo o objeto na frente dele.

Isso também ajuda na ansiedade de separação. 

Para eles, é diversão!
Querem que peguemos, isso os diverte a ponto de eles darem risadas gostosas, e nos fazem rir junto! 😂😍

Aproveite esse momento, com paciência, serenidade, respeito e amor! Passa rápido, que não percebemos.

Um abraço afetuoso. 
Profª Autista: Vany Haddad

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domingo, 29 de dezembro de 2024

E-BOOK - JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - APRENDER BRINCANDO - POR VANY HADDAD

Boa tarde!

Na educação infantil, os jogos e brincadeiras não são apenas formas de diversão, mas também ferramentas pedagógicas que estimulam o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo.

Convido todos a fazer a leitura do meu primeiro E-book.

Espero que gostem e que ajudem vocês na educação dos seus filhos e os professores.

Segue o link abaixo:

https://www.canva.com/design/DAGahGwoFrU/iRj_sPncLoxW41tJbjuKfg/view?utm_content=DAGahGwoFrU&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=uniquelinks&utlId=hc2cd37834b


Um abraço afetuoso


Profª Autista:Vany Haddad

sábado, 30 de novembro de 2024

Apraxia de Fala na Infância (AFI)

 Boa tarde!
Hoje vamos falar sobre a Apraxia de Fala na Infância (AFI)

É um transtorno neurológico, no qual a precisão e a consistência dos movimentos da fala são alterados pela dificuldade neuromuscular, ou seja, provoca uma perda de capacidade de executar gestos e movimentos precisos. Caracteriza-se como um conjunto de alterações articulatórias sem que exista prejuízos musculares. Há comprometimento da capacidade de programar voluntariamente a posição da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios e função dos movimentos musculares para produção de fonemas e palavras.

Os órgãos fonoarticulatórios são as estruturas do corpo humano envolvidas na produção da fala.


Tratamento:

Dependendo das características e dificuldades, a criança também poderá precisar de atendimento com Terapeuta Ocupacional, Psicólogos e Psicopedagogos. Os profissionais devem ter empatia e analisar o que é essencial para a criança.

É importante procurar um profissional de confiança para avaliar a criança como um todo.


Segue algumas dicas:

- Estimule sempre a fala do seu filho, conversando com ele, nomeie e descreva ações do cotidiano, olhe para ele e evite falas infantilizadas e excesso de eletrônicos.

- Brinque bastante e sempre associe sons às brincadeiras; seja divertido, leve.

- Imitar e repetir movimentos da língua, com as bochechas.

- O sopro também ajuda a estimular as articulações.

- Promova a independência e autonomia da criança.

Faça dos momentos com a criança agradáveis para todos.


E na escola?

É importante respeitar o ritmo da criança e considerando que ela tem uma dificuldade para se comunicar, o professor deve ser o intermediador da criança com os colegas e estar atento para que a criança não seja excluída. Não podemos esquecer que além da comunicação verbal temos também a comunicação não-verbal: olhar, gestos, expressão facial, movimentos corporais, entre outros, também podem ser formas de comunicação.


Espero que eu tenha ajudado vocês! 🤗


Um abraço afetuoso 


Prof. Autista: Vany Haddad 


Referência:

LENT, Roberto. O Cérebro Aprendiz – Neuroplasticidade e Educação. Rio de Janeiro: Atheneu, 2018.

sábado, 9 de novembro de 2024

A IMPORTÂNCIA DOS BEBÊS OLHAREM NO ESPELHO

 
Bom dia! Hoje vou falar sobre a importância dos bebês se olharem no espelho.


O espelho é um instrumento importante para o desenvolvimento, pois permite que se reconheça e construa uma autoimagem.

Ao olhar se no espelho o bebê vivencia diferentes sensações,  percepções   e emoções, reagindo de formas diferentes, surpreende-se, pesquisa, ri, observa, demonstra alegria, as vezes tristeza ou estranheza, às vezes  fica fascinada. Portanto, é importante que ele tenha um lugar nos espaços que seja acessível a todos os bebês: que esteja ao alcance de quem engatinha, dos que andam e já procuram sua imagem.

Para Wallon, a distinção entre o eu e o outro só se adquire progressivamente, num processo que se faz nas e pelas interações sociais. É pela interação com os objetos e com seu próprio corpo que a criança estabelece relações entre seus movimentos e suas sensações, e experimenta, sistematicamente, a diferença de sensibilidade entre o que pertence ao mundo exterior e o que pertence ao seu próprio corpo. Por essas experiências torna-se capaz de reconhecer, no plano das sensações, os limites de seu corpo, isto é, constrói-se o recorte corporal.

Os benefícios dos bebês se olharem no espelho:

Bebês que brincam em frente ao espelho se olha, sorrindo e começa a desenvolver empatia pelos outros.

Observa a própria imagem, favorecendo o desenvolvimento cerebral e a construção da própria imagem.

O espelho favorece ele veja e observe os objetos fora do seu ângulo de visão, ajudando no reconhecimento.

Quando o bebê se olha no espelho, ele está desenvolvendo identidade e autonomia. 

O bebê pode se ver por inteiro, o que ensina sobre a linguagem corporal, sobre como ele enxerga a si mesmo, ainda que não saiba que aquela imagem é ele.

O contato com o espelho pode virar um momento de descoberta, alegria e diversão e aprendizado.

Um abraço afetuoso

Profª. Autista Vany Haddad 

Referência
Espelhos. Disponível em: https://avisala.org.br/index.php/assunto/jeitos-de-cuidar/espelhos/ Acesso em: 08.nov.2024

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Autoridade x Autoritarismo

Boa noite!! Hoje vamos falar sobre a diferença entre autoridade e autoritarismo 


Vamos descobrir juntos:

Autoridade se baseia no amor, respeito, compreensão e na obediência. Os pais e professores que têm autoridade levam seus filhos e alunos a obedecerem, respeitarem, se amarem e traz segurança a ambos os lados. Na autoridade, pais, filhos, alunos e professores, respeitam cada etapa do desenvolvimento proporcionando um ambiente respeitoso, acolhedor e prezam o diálogo. 


Já o autoritarismo é algo imposto, poder, arrogância e  deixam filhos e alunos sem opiniões. Aqueles que têm sempre razão e não sabe escutar o outro.


A autoridade e o autoritarismo há uma longa caminhada de autoconhecimento, sensibilidade, percepção e objetivos, sobretudo uma responsabilidade na educação, diferença essencial na postura diante da educação em casa e na sala de aula. Isso motiva, estimula, a criança respeita os adultos por respeito e não por medo.


O Autoritarismo é pesado e desagradável, desmotiva, desestimula gerando medo, desconfiança e receio.


Vamos nos autoconhecer, nos acolher, acolher as crianças, respeitá-las, amá-las e aceitá-las como são? A autoridade é conquistada e trás segurança.


Juntos podemos fazer a diferença! 


Um abraço afetuoso 


Prof. Autista: Vany Haddad 


Referência

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/10/2/educaccedilatildeo-e-escola-entre-a-autoridade-e-o-autoritarismo/ Acesso em 11.set.2024

sábado, 7 de setembro de 2024

Inclusão Escolar e Adaptação do Currículo

 

Inclusão Escolar e Adaptação do Currículo.

O que é Inclusão?

A inclusão implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não atinge apenas alunos com deficiência e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos os demais, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral.

Incluir é necessário, primordialmente para melhorar as condições da escola, de modo que nela se possam formar gerações mais preparadas para viver a vida na sua plenitude, livremente, sem preconceitos, sem barreiras.

Não podemos contemporizar soluções, mesmo que o preço que tenhamos de pagar seja bem alto, pois nunca será tão alto quanto o resgate de uma vida escolar marginalizada, uma evasão, uma criança estigmatizada sem motivos.

Para ensinar a turma toda, parte-se do fato de que os alunos sempre sabem alguma coisa, de que todo educando pode aprender, mas no tempo e do jeito que lhe é próprio. Além do mais, é fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa em relação à capacidade de progredir dos alunos e que não desista nunca de buscar meios para ajudá-los a vencer os obstáculos escolares.

Trabalhar com adaptação é construir ações em que o professor irá flexibilizar o objetivo, as estratégias e as atividades direcionadas para os alunos com deficiência, essas ações não visam reduzir os conteúdos, mas busca ajustar de forma que atenda as condições de desenvolvimento para que todos os alunos participem e aprendam os mesmos conhecimentos.

Para isso, o professor precisa conhecer seu aluno para conseguir realizar as adaptações de forma que desenvolva as potencialidades dele e pegar o conteúdo da turma e adaptar de uma forma que a criança compreenda.

Algumas precisam do currículo adaptado também. Não é só colocar a criança na sala de aula, mas tornar aquele conteúdo acessível para ela.

A adaptação curricular é de extrema importância para uma real inclusão da criança especial no ambiente escolar. Com fatores sensoriais, sociais e de linguagem, esta adaptação visa transformar a experiência da criança na escola o mais confortável tanto para ela quanto para os pais.

O trabalho da escola na adaptação curricular é de prover os conteúdos que serão trabalhos no ano com antecedência aos pais ou especialista que estão trabalhando no caso da criança. A instituição não pode se negar a fornecer materiais.

Entretanto, é trabalho dos pais, no início de cada mês, solicitar as matérias que irão ser trabalhados naquele período.

Os autistas, por exemplo, precisam ser estimulados e terem vontade de fazer determinada atividade.

Os conteúdos precisam ser simples e reduzidos. Por isso, o material didático deve focar no que realmente é importante para aluno e que possa ser aplicado no seu cotidiano;

Evitar duplo sentido. As metáforas e figuras de linguagem devem ser excluídas, pois elas são um desafio para crianças autistas e podem causar desconforto e desestimular a aprender.

Mesmo que a criança não tenha comunicação verbal, é fundamental falar com ela. Essa fala precisa ser clara, direta, com poucas interjeições, e sem espaço para dúvidas – e se torna mais eficiente quando associada a gestos e expressões condizentes com o que se quer comunicar.

As imagens e desenhos são aliados nesses casos. O material didático deve ter bastantes recursos visuais, pois o aluno com o TEA fica mais interessado para consultar e interpretar os exercícios e atividades propostas. (Fonte: Neuroconecta)

Avalie os limites das crianças e possibilidades de sensibilidade auditiva.

As crianças com deficiência, precisam de um profissional de apoio na escola. Isso está na Lei, embora muitas escolas não têm. Infelizmente temos profissionais sobrecarregados devido a ausência desses profissionais.

 

A escola vai muito além de aprender, e o que está no currículo. É um espaço em que os alunos aprendem a socializar, sobre cidadania, cultura, habilidades de solução de problemas, cuidados pessoais, comunicação e cooperação.

Na sala de aula, o professor conduz esse processo. E a comunidade escolar, dá todo o suporte necessário.

 Atenção professores!

Não passem atividades de pontilhado, para não engessá-los com atividades prontas. Incluem seus alunos  nas atividades que todos fazem, mas com adaptações, dessa forma eles serão incluídos e o aprendizado torna mais acessível e proveitoso.

Se o aluno se desenvolve com um material adaptado ou com a presença de um acompanhante especializado que o ajude na comunicação e na socialização, isso não significa que o aluno está excluído do ambiente escolar.

Os profissionais podem trabalhar juntos, para eles terem chances de se desenvolver.

As pessoas com deficiência, estudam e aprendem de forma diferente. É incluindo que os outros alunos e toda comunidade escolar vão entender a importância da inclusão.

Todos ocupam o mesmo espaço e têm o mesmo objetivo.

As crianças se desenvolvem, aprendem e evoluem melhor em um ambiente rico e variado.

“Inclusão é um privilégio de conviver com as diferenças.” Mantoan

Espero que tenham gostado

 

Um abraço afetuoso

Profª Autista: Vany Haddad

 

Referências e perfis que inspirei para escrever esse texto:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Acesso em 07.set.2024

 

MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como fazer? 2 ed. São Paulo: Moderna, 2006.

 

Sabrina Galaxe

Rebeca Haddad

Andrea Warner