domingo, 13 de junho de 2021

Birra Infantil: O que é, por que acontece e como lidar?

Boa tarde!! Hoje nós vamos falar sobre a Birra

Você já parou para pensar por que as crianças fazem birra?
Aqui você vai descobrir tudo sobre a birra.

A birra é falta de educação? É culpa dos pais? A resposta para essas duas pergunta é não! Nem mesmo a criança tem culpa, porque isso faz parte do desenvolvimento.

Mas, o que é a birra?
De acordo com o autor dos livros O Cérebro da Criança e Disciplina Sem Drama, Daniel J. Siegel, define a birra como crise ou ataque emocional. Já a psicóloga Carolina Nascimento Lima, ela define a birra como uma forma das crianças expressarem suas emoções.

A birra acontece com crianças de 2 a 4 anos, pois é nessa fase que a criança não consegue se comunicar em palavras os sentimentos e desejos. A birra nada mais é do que um pedido de ajuda, quando algo não é feito da forma que ela deseja.

Por exemplo, uma situação que acontece nos lugares públicos:
Se o filho quer um brinquedo e você diz que não pode ou não tem condições de comprar o brinquedo que ele deseja, aí ele se joga no chão, grita e faz de tudo para você ceder aos desejos dele.
Soa familiar né? Dá vontade de ceder para a birra parar logo, o mais rápido possível, por ser desagradável.
Isso é normal e acontece!! Porém cada vez que você cede, mais a criança insiste naquilo que ela quer, do jeito que ela quer e quando ela quer. Isso não é legal!! Pois a criança passa a não saber esperar, respeitar regras e se não se frustrar, porque ela vai ter tudo que ela deseja, por comodismo nosso, acabamos dizendo "sim" para tudo.

Por que acontece?
Segundo a neurociência, a área que estuda o cérebro, mostra que o cérebro da criança reage de forma contrária a castigos, palmadas, berros.
O que precisamos fazer nesses momentos de tempestades emocionais, nos conectar com os nossos filhos o cérebro do andar de cima e depois redirecionar o comportamento deles para a direção pretendida.

Então, como lidar?
Crianças precisam de limites, certo? Precisam ouvir "não".
É importante entendermos que o "não", não é a negativa de algo e sim um direcionamento para o caminho.

Pense o limite como um cinto de segurança:
Se vemos isso como um sacrifício, uma coisa pesada, não fazemos. Por outro lado, se vemos como um sacro - ofício, uma ação sagrada, nós entendemos essa restrição como cuidado.
Quando falamos "não", estamos edificando, construindo, lapidando eles. 
Você não está maltratando eles e sim cuidando deles. Esse é o ponto que quero chegar para começar com as dicas e orientações:
Antes de mais nada, se conectar, antes de redirecionar, ou seja tratar do comportamento é fundamental e se importar com seus filhos, que na prática diz: Você é importante pra mim!

Eis aqui algumas dicas:
• Conectar-se primeiro com o cérebro da criança, pois nas emoções, ela não está apta para aprender alguma lição.
•Atenta-se a segurança para a criança não se machucar em algum lugar.
• Dê colo para ela, o afeto e o acolhimento, o toque é muito importante.
•Assim que a criança se acalmar, conte a história do que aconteceu com ela, incentive ela expressar o que ela está sentindo.
•Redirecione, ou seja, trate do comportamento dela.
•Por mais que não tenha nada a ver para você, valide os sentimentos dela.
• Coloque limites com amor.
•Estabeleça combinados, ensina que em todos os lugares há regras e em casa também.
•Mostra que a obediência traz bênçãos para a vida dela.
•Incentive ela a pedir desculpas.
•Treine a criança a desenvolver a empatia, a olhar o outro.

A frustração faz parte da vida.

Nosso cérebro é movido por uso e desuso e se desenvolve por treino.

Eduque com amor e sem culpa!! Seja presente na vida do seu filho.

"Educação é lapidação." Leo Fraiman

Espero ter ajudado

Um abraço
Prof. Vany Haddad 


sexta-feira, 2 de abril de 2021

DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO


 Boa noite!! Apresento a vocês curiosidades sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.


Todo dia 2 de abril comemoramos esse dia, afim de conscientizar as pessoas com informações do espectro.


Esse dia foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2007, para incentivar as ações e apoiar as pesquisas que visam melhorar o bem estar e a inclusão.


O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, apoia causas que promovem a conscientização sobre o TEA nas escolas, as crianças podem conhecer o tema e a importância da diversidade.

Essas ações são importantes para difundir os sinais de autismo para que as pessoas saibam mais sobre o assunto.


Autismo não é uma doença! É a maneira diferente de ver o mundo. 

Eles são normais!


Inclua, acolhe e entenda!


Espero que tenham gostado!!


Um abraço



Profª Vany Haddad


Fonte de pesquisa


SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "2 de abril – Dia Mundial de Conscientização do Autismo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/2-de-abril-dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo.htm. Acesso em 02 de abril de 2021.


https://institutoneurosaber.com.br/dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo/

Acesso em 02 de abril de 2021

sábado, 20 de março de 2021

ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL

 Boa noite!!

Vamos conhecer a ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal) baseado em Vygotsky.


ZDP é a distância entre as práticas que uma criança já domina e as atividades que ela necessita de ajuda para excutá-las. Para Vygostsky, é um caminho entre dois pontos que ela pode desenvolver mentalmente por meio da interação e trocas de experiências. A ideia da ZDP é que a aprendizagem deve priorizar o que o aluno pode aprender a fazer sozinho no futuro, com base no que já consegue fazer com ajuda no presente.

Por exemplo, ao resolver um problema ou executar uma determinada tarefa, temos como base nos pontos fundamentais em sala de aula:

1. Olhar a criança como um todo.

2. Estimular a criança pensar sobre uma resolução de um problema.

3. Entender que cada aluno tem a sua ZDP.

4. Cada criança tem seu ritmo.

5. Entender a dificuldade de cada um.

6. Prestar atenção naquilo que o aluno tem a dizer baseado nos conhecimentos do dia a dia.

7. Entender que a criança vem para escola com conhecimentos prévios.


Considerando que a ZDP não é uma propriedade estável e estática, o papel do professor ao oferecer ajuda ao aluno supõe criar diferentes caminhos permitindo que o pensamento do aluno vá se modificando em direção as tarefas mais complexas.

Nós professores devemos em sala de aula criar um vínculo respeitoso e afetivo com as crianças, fazendo com que descubram em nós um efetivo ajudante, um mediador, disposto a fazê-las caminhar com eficiência e segurança.

Nós precisamos passar para os nossos alunos a segurança e confiança, mostrando para eles que estamos ali para ajudar, contribuir e estimular. 

Em resumo, o professor não vai intervir na ZDP dos alunos, porque são várias, e base teórica. Na prática, precisamos estimular o aluno a pensar e aprender, de forma segura, respeitando o tempo e ritmo de cada um.

As crianças precisam de pessoas que acreditem no seu potencial.

"Sem afetividade não há aprendizagem." Henri Wallon.


Espero que tenham gostado!!


Um abraço


Prof. Vany Haddad







sábado, 30 de janeiro de 2021

Parte 4: Paralisia Cerebral na Escola

Boa tarde!! Hoje vamos falar sobre como trabalhar com criança com PC: Um desafio para professores.

Para começar, vamos conceituar o que é Inclusão Escolar.

O conceito de Educação Inclusiva de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial (Brasil, 1999), implica uma postura da escola comum que propõe, no Projeto Político Pedagógico, no currículo, na metodologia de ensino, na avaliação e nas atitudes dos educadores, ações que favorecem a integração social e a sua oposição por práticas heterogêneas.

Inclusão Escolar, constitui uma proposta politicamente correta que representa valores simbólicos importantes com igualdade de direitos e de oportunidades educacionais para todos, em um ambiente favorável. Impõe-se como uma perspectiva a ser pesquisada e experimentada na realidade brasileira, reconhecidamente ampla e diversificada.

Como trabalhar com um aluno com PC?

Para trabalhar com um aluno com PC, precisa primeiro conhecê-lo, ver o histórico e  laudo dele, assim, o professor pode preparar materiais e/ou provas adaptados  para que consiga aprender de maneira eficiente e prazerosa. O professor deve acreditar no potencial do aluno, incluindo ele nas atividades e acompanhando a sua evolução. É preciso entender como o aluno pensa, interage, elabora significados e que caminhos diferentes podem ser utilizados para que ele possa avançar na construção do conhecimento.

Para receber uma criança PC, é necessário que o ambiente seja adaptado. Vale reforçar que precisa de uma rampa e elevador para a locomoção da criança de cadeira de rodas em cada local.

Como é um desafio para um professor sozinho para cuidar de uma sala de aula, se for possível, é ideal que tenha uma auxiliar para dar atenção especial a esse aluno.

É importante que o aluno use canetas e lápis mais grossos presos com elástico ou um adaptador para facilitar o controle dele.

Os papéis e folhas avulsas, são melhores que um caderno, porque eles ficam presos em uma prancheta para dar firmeza. O professor pode escrever com letras grandes para facilitar a escrita.

Se o aluno apresentar problemas na fala e na audição, o professor pode providenciar cartões ou fichas com imagens de tudo o que tem na escola. Assim, o aluno pode apontar para o que ele quer ou o que sente. Pode providenciar também, uma prancha de comunicação para que ele se expresse por meio da escrita ou desenho.


Uma criança com Paralisia Cerebral é inteligente como todos nós!

Cada criança tem o seu tempo!

"Não subestime a capacidade do aluno naquilo que ele é capaz de fazer." Maria Montessori

É importante ressaltar a necessidade de estimular a autonomia da criança, fazendo com ela e não por ela.


Espero que tenham gostado!

Um abraço

Profª Vany Haddad


Fonte da Pesquisa:

https://novaescola.org.br/conteudo/1788/o-que-e-paralisia-cerebral

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Parte 3: Tipos de Paralisia Cerebral

 Boa tarde!!

Hoje vamos falar sobre os tipos de paralisia cerebral.

Existem 5 tipos de paralisia cerebral que podem ser classificadas como:

  • Paralisia cerebral espástica: É comum 90% dos casos, sendo caracterizada por reflexos de estiramento exagerados  e dificuldades em realizar movimentos devido a rigidez muscular.
  • Paralisia cerebral atetóide: É caracterizada por afetar o movimento e a coordenação motora.
  • Paralisia cerebral atáxica: refere-se ao tremor intencional e dificuldade em caminhar.
  • Paralisia cerebral hipotônica: refere-se as articulações frouxas e músculos enfraquecidos.
  • Paralisia cerebral discinética: refere-se aos movimentos involuntários.

É importante o acompanhamento com o médico da criança, assim ele lhe dará informações sobre o tipo da Paralisia Cerebral a criança apresenta.

Espero que tenha gostado!

Um abraço

Vany Haddad

Fonte da pesquisa:
https://www.tuasaude.com/paralisia-cerebral


Mas, como trabalhar com a criança com PC na escola? Fique ligado na parte 4.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Parte 2: Definição da Paralisia Cerebral

 Boa tarde!

Hoje vamos falar sobre a definição da Paralisia Cerebral:

A definição mais adotada pelos especialistas é de 1964 e caracteriza a PC como um distúrbio permanente embora não invariável do movimento e da postura, devido o defeito ou lesão não progressiva do cérebro do começo da vida.

A PC é caracterizada por uma alteração dos movimentos controlados ou posturais da pessoa, aparecendo desde cedo, sendo secundária a uma lesão, danificação ou disfunção do Sistema Nervoso Central (SNC) e não é reconhecido como um resultado de uma doença cerebral progressiva ou degenerativa. Pode ocorrer no pré, peri ou pós - natal.

A desordem motora na paralisia cerebral pode ser acompanhada por distúrbios sensoriais, perceptivos, cognitivo, de comunicação e comportamental, por epilepsia e problemas musculoesqueléticos secundários. A paralisia cerebral descreve um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento do corpo e postura, atribuído a um distúrbio não progressivo que ocorre durante o desenvolvimento do cérebro fetal ou infantil, podendo contribuir para as limitações no perfil de funcionalidade da pessoa. Podem ocorrer desde cedo, ou seja, antes da criança andar, falar, manipular objetos, fazer as AVDs (Atividades de Vida Diária), etc. Por isso os três primeiros anos de vida são importantes para resultar a PC.

Além das alterações citadas acima, a criança pode ter distúrbios de sono, dificuldade na fala, transtorno de personalidade e de ansiedade, é comum presença de crises convulsivas. Já os músculos secundários que são rigidez articular, deslocamento do quadril, deformidade da coluna, podem se desenvolver ao longo da vida e estão relacionados ao crescimento físico.


Espero que tenha gostado!

Um abraço

Profª Vany Haddad


Fontes da pesquisas

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_paralisia_cerebral.pdf

https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/8886/6419

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Parte 1: História da Paralisia Cerebral

 Boa tarde!

Hoje vou contar um pouco sobre como surgiu a Paralisia Cerebral.


A Paralisia Cerebral foi descrita pela primeira vez em 1843 por William John Little, um ortopedista inglês que estudou 47 crianças com quadro clínico de espasticidade, as quais apresentavam histórico adverso ao nascimento, tais como:

  1. apresentação pélvica;
  2. prematuridade;
  3. dificuldade no trabalho de parto;
  4. demora em chorar e respirar ao nascer;
  5. convulsões e coma nas primeiras horas de vida.
Essa terminologia foi proposta por Sigmund Freud, em 1893, o qual identificou três principais fatores causais:
  1. materno e congênito (pré - natal);
  2. perinatal;
  3. pós - natal;
Desde então, diversas áreas de atenção à saúde das pessoas com Paralisia Cerebral (PC) têm buscado estudar e propor visões terapêuticas de modo a prevenir, minimizar sequelas e potencializar as capacidades. Atualmente, os avanços de neonatologia permitem reduzir todas as taxas de mortalidade em bebês de alto risco (extremo baixo peso ao nascer, prematuro extremo, anoxia neonatal, etc.) os quais apresentam morbidades com maior risco para déficit de desenvolvimento e outras consequências. Dados afirmam que a Paralisia Cerebral afeta cerca de duas crianças a cada 1.000 nascidos vivos em todo o mundo, sendo a causa mais comum de deficiência física grave na infância.
A recente mudança observada na área da Saúde deixa de centrar-se na doença para focar-se na identificação do impacto funcional individualizado consequente de condições como a PC. Essa mudança resultou no desenvolvimento de novos modelos de classificação, instrumentos de avaliação funcionais e intervenções que incorporam a unidade pessoa - ambiente e ampliando o dimensionamento da atenção da saúde da pessoa com PC.


Mas você sabe o que é Paralisia Cerebral?
Não deixe de conferir a parte 2 desse assunto.

Espero que tenha gostado!!

Um abraço

Profª Vany Haddad

Fonte da pesquisa:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_paralisia_cerebral.pdf
https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/8886/6419