sexta-feira, 28 de junho de 2024

Andador Infantil

Bom dia!! Hoje vamos falar sobre o andador Infantil

Ele parece inofensivo, apenas mais um brinquedo para as crianças, mas pode representar sérios riscos à saúde e à vida dos bebês. Estou falando dele: o andador infantil.

Existe muita polêmica a respeito do andador. O andador é utilizado para a criança
aprender a andar. Muitos pediatras não indicam o uso do andador por ser perigoso
as crianças e elas correm risco de ter traumatismo craniano.

Nos Estados Unidos foi proibido o uso do andador, por acidentes que aconteciam com ele. No Canadá, uma criança morreu por causa disso.

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, foram registrados 9.000 acidentes por ano no andador. Segundo o Pediatra de São Paulo, Marcelo, os grandes riscos são as quedas e os capotamentos, porque a criança bate e vai para frente. Mais um outro dado que ele deu: 64% dos casos acontecem na escada.

Os andadores infantis não são proibidos o seu uso ainda aqui no Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria, está trabalhando para que deixe de ser comercializado o produto.

A criança precisa usar o chão para engatinhar e andar e poder se sentir mais livre com a supervisão de vocês.

Como argumento em defesa ao uso do andador infantil, alguns adultos dizem que ele proporciona mais liberdade para a criança. Entretanto, bebês ainda não têm conhecimentos e experiência suficientes para administrarem tanta liberdade sem correrem sérios riscos. Eles devem ser cuidados e supervisionados constantemente por adultos para que possam crescer de forma segura e saudável.

Os pediatras explicam que bebês que usam o equipamento levam mais tempo para ficar de pé e para caminhar sem apoio, engatinham menos e têm resultados inferiores em testes de desenvolvimento. 

O aparelho pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança, visto que criar dificuldades motoras ajuda na superação delas e o andador faz justamente o contrário. Com o aparelho o bebê não usa os músculos que precisa para andar e, assim, eles não se desenvolvem bem. 

Outra questão que merece ser citada é que, uma vez utilizando o andador o bebê queima etapas, diminuindo a importante etapa do engatinhar, além de dificultar o aprendizado do equilíbrio corporal, a posição dos pés e o andar sem jogar o peso do corpo para frente.

Para atingir os marcos do desenvolvimento, o bebê precisa passar pelas fases de rolar, sentar, engatinhar e brincar no chão.
Uma vez no aparelho, o adulto deixa de prestar atenção no bebê, fazendo assim com que eles fiquem mais vulneráveis a acidentes.

Afinal, as crianças aprendem a andar mesmo sem andador e não há nenhuma demonstração de que o aparelho facilite o processo, muito pelo contrário. Muitos pesquisadores alegam que algumas crianças que utilizam andador por muito tempo tornam-se mais inseguras quando precisam andar sem qualquer apoio, demorando mais tempo ainda para poder andar sozinhas.

Engatinhar e andar fazem parte da fase do desenvolvimento do bebê.
Não deixem de se alegrar e aproveitar essa fase da vida tão gostosa!

Espero que eu tenha ajudado vocês!

Um abraço afetuoso

Profª. Autista: Vany Haddad

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Dia Do Orgulho Autista


 18/6/2024 – Dia Do Orgulho Autista

Vamos entender como surgiu essa data

A data é uma iniciativa da organização americana Aspies for Freedom e passou a ser celebrada no Brasil em 2005.

O objetivo é desfazer concepções negativas sobre o autismo, promovendo ações de conscientização no sentido de que não é uma doença, mas uma condição neurológica natural da diversidade humana, que produz formas distintas e atípicas de pensamento, mobilidade, interação, processamento sensorial e cognitivo, e que deve ser respeitada.

O Dia do Orgulho Autista desempenha um papel crucial na desconstrução de ideias preconcebidas ao dar voz aos próprios indivíduos neuroatípicos e permitir que eles compartilhem suas experiências, conquistas e desafios. Nesse sentido, isso ajuda a desmistificar concepções equivocadas e a promover uma visão mais inclusiva e respeitosa da diversidade neurocognitiva.

Vale lembrar que não tem nada de errado em ser autista, é celebrar a diferença, é não ter vergonha e sim orgulho, afinal, o TEA nada mais é do que um transtorno que faz com que o cérebro se forme de maneira diferente, e dentro dele a variedade de habilidades e perspectivas que existem são infinitas.

Viver o Autismo não é fácil, até a nossa vida cotidiana, também não é.

Orgulho que podemos sentir, é de quem somos, apesar das dificuldades que passamos e superamos dia após dia.

Este dia, serve para ampliar a compreensão da sociedade sobre essas dificuldades e promover a empatia e o apoio às pessoas com TEA e suas famílias. É um momento para destacar a importância do diagnóstico precoce, da intervenção adequada e da inclusão social. Também é uma oportunidade para celebrar as conquistas e os talentos únicos das pessoas com TEA, reconhecendo que elas têm muito a contribuir para a sociedade quando recebem o suporte necessário.

Precisamos evitar a romantização do TEA. Frases como “o autismo é um superpoder” ou “pessoas com autismo são gênios” podem ser prejudiciais, pois minimizam os desafios reais enfrentados por essa população. Embora algumas pessoas com TEA possam ter habilidades excepcionais em áreas específicas, isso não é uma regra e não diminui as dificuldades que elas enfrentam em outras áreas da vida.

Não somos super-heróis, somos seres humanos que vemos o mundo de forma diferente.

Entender, acolher e respeitar, é o que vai fazer a diferença!

Com amor

Profª Autista Vany Haddad


Fontes:

Agência Senado https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/06/orgulho-autista-e-celebrado-em-18-de-junho-mas-caminho-para-inclusao-ainda-e-longo/ Acesso em: 14/6/2024

Academia do Autismo https://br.academiadoautismo.com/dia-mundial-do-orgulho-autista/ Acesso em: 14/6/2024

Autismo em Realidade https://autismoerealidade.org.br/2023/06/18/18-de-junho-dia-do-orgulho-autista/ Acesso em: 14/6/2024